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Atlético sai com bom empate com Millonarios na Colômbia e deixa sensação que poderia até ter vencido

Em um jogo que foi melhor em praticamente todos os 90 minutos, Atlético sai com um empate que é bom resultado, mas poderia ser ainda melhor com um pouco mais de capricho

O primeiro jogo da terceira fase preliminar da Libertadores começou bem para o Atlético Mineiro, que saiu com um empate por 1 a 1 com o Millonarios no Estádio El Campín, em Bogotá. E a sensação que fica é que o time poderia ter sair com a vitória fora de casa, com um pouco mais de atenção na defesa e com mais precisão no ataque. Os brasileiros foram melhores ao longo da partida, mas tiveram dificuldades para concretizar suas chances, além de bobearam em um lance na defesa que resultou em gol dos mandantes. A definição do classificado à fase de grupos fica para a próxima semana em Belo Horizonte.

O empate torna a missão dos colombianos muito mais difícil para o jogo de volta. Vencer fora de casa é sempre uma tarefa ingrata, ainda mais contra um time que não perde pela Libertadores há seis jogos – na temporada passada, acabou eliminado pelo Palmeiras nos pênaltis, depois de dois empates.

O Atlético começou bem o jogo. Foram duas excelentes oportunidades criadas no primeiro tempo. Primeiro com Paulinho, em chute cruzado que exigiu uma boa defesa do goleiro Álvaro Montero. Depois, aos 23, veio uma chance ainda mais clara: Dodô fez o lançamento nas costas da defesa e Hulk saiu sozinho, frente a frente com o goleiro. O camisa 7 tocou com uma cavadinha por cima do goleiro, mas errou o alvo e mandou por cima.

Depois de tomar susto tão grande, o Millonarios se retraiu para evitar deixar Hulk, tão capaz de decidir, com outra chance como essa. O time colombiano pareceu sentir, enquanto o Atlético controlava a partida no meio-campo, sem grandes problemas. O time brasileiro ficava com a bola, trabalhava no campo de ataque e procurava um espaço para abrir o placar.

 O Galo era melhor e o time brasileiro era quem chegava com mais perigo, tendo chances de abrir o placar. Só que o futebol é assim e, em uma bola parada, no fim do primeiro tempo, o Millonarios conseguiu o gol. Em cobrança de escanteio de Daniel Cataño, David Macalister Silva subiu de cabeça para tocar e abrir o placar no Estádio El Campín: 1 a 0 para os colombianos.

No começo do segundo tempo, Allan fez um lançamento para Hulk, o zagueiro Juan Pablo Vargas falhou na interceptação e a bola sobrou para o atacante do Galo, que teve que finalizar com o pé direito, muito marcado, para defesa do goleiro Álvaro Monteiro.

O panorama era similar, com domínio do Atlético na posse de bola e buscando criar espaços na defesa colombiana. O Millonarios tentava segurar o resultado, se defendendo com todos jogadores atrás do meio-campo e jogando por contra-ataques e bolas paradas. O time colombiano, porém, tinha qualidade e, quando pegava a bola, tentava manter a posse até chegar ao ataque.

Com dificuldades para criar chances pelo meio, a oportunidade surgiu em uma ligação direta. O zagueiro Jemerson teve liberdade e fez um lindo lançamento nas costas da defesa para Paulinho, que saiu na cara do gol e deu um toquinho por cima do goleiro com categoria. Um golaço e 1 a 1 no placar.

O árbitro ainda deu cartão amarelo para o atacante por supostamente provocar a torcida adversária na comemoração. Aparentemente, ele só mostrou o símbolo do Galo, nada de acintoso ou provocativo. Mas a arbitragem, mal no jogo, deu cartão. Hulk, que reclamou muito, também tomou um cartão amarelo no lance.

O gol empolgou o Atlético, que tentou aproveitar o bom momento para virar o jogo. O ímpeto foi diminuindo à medida que o time ficou mais cansado. Até por isso, o técnico Eduardo Coudet colocou em campo jogadores mais descansados na parte final do jogo, renovando o fôlego.

O jogo de volta será no Mineirão, na próxima quarta-feira, e o Atlético precisará vencer por qualquer placar para se classificar. Um novo empate, independentemente do número de gols, já que não há mais o critério do gol fora de casa, levará a disputa aos pênaltis.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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