Libertadores

Athletico Paranaense marca de pênalti para derrotar o The Strongest – apesar de atuação fraca

A estreia de Fábio Carille não foi bonita, mas o gol de David Terans assegurou a sua primeira vitória na fase de grupos da Libertadores

O Athletico Paranaense ficou um pouco próximo demais de perder pontos contra um time que consegue pouca coisa fora de casa pela Libertadores, mas uma substituição do seu novo técnico, Fabio Carille, gerou um pênalti que David Terans converteu para garantir ao Furacão sua primeira vitória na fase de grupos, nesta quinta-feira, por 1 a 0, sobre o The Strongest.

Não foi bonito, mas era uma vitória obrigatória para o Furacão dentro do grupo, especialmente depois de empatar fora de casa contra o Caracas. Também serviu para dar um primeiro passo positivo para o trabalho de Carille, que acabou de ser contratado para substituir Alberto Valentim.

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O Athletico fez um primeiro tempo muito fraco. Claro que ficou mais tempo com a bola e teve mais ações ofensivas, mas praticamente não conseguiu produzir momentos de perigo. Nos primeiros 35 minutos, teve um chute de Cuello pela esquerda que bateu no lado de fora da rede – e pouco mais.

Ficando confortável em campo, o The Strongest tentou pressionar um pouco mais e ver se forçava algum erro, encaixava alguma jogada. Isso também não aconteceu: os bolivianos terminaram o primeiro tempo sem dar nenhuma finalização. O Furacão pelo menos conseguiu criar algumas jogadas antes do intervalo. O atacante Agustín Cannobio abriu os trabalhos com um chute colocado de perna esquerda de fora da área que não passou longe da trave.

A melhor jogada do Athletico começou com uma arrancada de Hugo Moura, aos 39 minutos. Ele passou para Cuello, recebeu de volta e cruzou à marca do pênalti. Completamente livre, Cannobio chapou de primeira e… isolou. David Terans também teve uma jogada individual de qualidade pela esquerda da área antes de cruzar para o chute de Pablo, na primeira trave, para fora.

O Athletico Paranaense seguiu em domínio estéril no segundo tempo, batendo 80% de posse de bola, sem conseguir levar perigo. Fábio Carille se mexeu e colheu os frutos sem demora. Trocou Pablo por Marcelo Cirino e Cuello por Vitinho que, um minuto depois de entrar, avançou pela esquerda, tentou o drible em cima de Saúl Torres e foi derrubado. Pênalti que Terans cobrou para assegurar os três pontos.

Ainda faltavam 25 minutos mais acréscimos. O The Strongest não conseguiu ameaçar de verdade, e o Furacão perdeu algumas chances de matar o jogo. Vitinho teve uma delas. Dominou no meio da área e girou batendo escorregando, com desvio para fora. A sete minutos do fim, Marlos achou bom passe para Vitinho exigir defesa de Guillermo Viscarra.

Viscarra trabalhou bem novamente em uma batida de frente de Marlos. O segundo gol não saiu, mas que tenha saído algum neste jogo já foi bastante coisa.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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