Libertadores

Apesar de susto no fim, Atlético Mineiro foi muito superior e até demorou para construir a vitória

O Galo teve volume suficiente para golear, mas erro de Tchê Tchê gerou uma emoção desnecessária

Tchê Tchê cometeu um erro na defesa, aos 31 minutos do segundo tempo, e um jogo que foi absolutamente dominado pelo Atlético Mineiro de repente ganhou uma dose de emoção desnecessária, mas o Galo conseguiu se segurar e derrotou o América de Cali por 2 a 1, no Mineirão, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores.

Os gols do Atlético Mineiro foram marcados por Hulk, no começo do segundo tempo, e até demoraram demais para aparecer. Os mineiros dominaram completamente o jogo, até o equívoco de Tchê Tchê, e mereciam ter chegado à primeira vitória na competição com um pouco mais de tranquilidade, após o empate com o Deportivo La Guaira na estreia.

Cuca, ainda suspenso pela expulsão na final da Libertadores, deu lugar a Cuquinha no banco de reservas e deve ter ficado muito nervoso com a quantidade de chances desperdiçadas pelo seu time e também pelas defesas do goleiro Joel Graterol, um dos destaques da partida. O Atlético teve 57% de posse de bola, 21 finalizações, sete corretas, contra 12 chutes do América de Cali, apenas dois no alvo.

Aos 25 minutos, Guilherme Arana desviou uma cobrança de falta na primeira trave e acertou o pé da outra, em uma jogada que foi paralisada pela arbitragem. Keno bateu colocado de fora da área, para uma ótima defesa de Graterol, que depois quase se complicou sozinho. O cruzamento flutuou até a boca do gol e, pressionado, ele decidiu minimizar o prejuízo e espalmar conscientemente para escanteio. Acabou acertando o próprio travessão e levou um susto danado.

Cuquinha retornou com Hulk na vaga de Eduardo Vargas. Hulk havia cobrado uma sequência maior de jogos no fim de semana e reforçou bastante a sua argumentação assim que pisou o gramado. Quase marcou, aos dois minutos, com uma batida cruzada para fora, antes de invadir a área, em bom passe de Nathan, e ser derrubado pro Graterol. Ele próprio cobrou o pênalti e abriu o placar.

Já era um alívio para o Galo e, muitas vezes, quando o primeiro gol demora tanto para sair, os outros aparecem com mais tranquilidade. Foi o que aconteceu, aos 12 minutos, quando Savarino recebeu de Keno e deixou de calcanhar para Hulk chegar batendo e fazer 2 a 0.

O Galo continuava pressionando e pressionando, próximo de matar de vez a partida, frustrado por boas defesas de Graterol, quando Tchê Tchê perdeu a bola no campo de defesa, Luis Sánchez recolheu e mandou de fora da área para descontar.

O América de Cali cresceu no jogo depois do gol e exerceu uma pressão muito perigosa nos minutos finais. Vergara chegou bem perto de empatar com um chute de fora da área, e Nathan chegou a ser expulso nos acréscimos, mas o Atlético Mineiro conseguiu se segurar para selar a vitória.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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