Libertadores

15 reencontros marcantes que acontecerão na fase de grupos da Libertadores

Relembramos 15 confrontos anteriores de times que se pegarão nesta edição do torneio continental

O sorteio da fase de grupos da Libertadores indicou os caminhos aos postulantes à taça e também possibilitou vários reencontros no torneio. Mesmo com quatro equipes indefinidas, por conta da realização da última etapa preliminar, já dá para saber que vários jogos importantes do passado serão reeditados. Encontros antigos não só da Libertadores, mas também das demais competições da Conmebol. Abaixo, relembramos 15 desses duelos. Em alguns casos de brasileiros, como não há jogos oficiais, recorremos a amistosos. É bem possível que a lista aumente, aliás, com chances de um Boca Juniors x Santos e de um Grêmio x Palmeiras.

Palmeiras x Universitario (Libertadores 1971)

Vice-campeão do Robertão em 1970, o Palmeiras ostentava a Segunda Academia em 1971, prestes a ser bicampeão brasileiro. Encarou no triangular semifinal um Universitario que inspirava respeito, já que formava a base da seleção peruana, mesmo perdendo o Campeonato Descentralizado para o Sporting Cristal em 1970. Se de um lado os alviverdes tinham Ademir da Guia, Luis Pereira, Emerson Leão, César Maluco e Dudu, do outro os cremas reuniam ídolos do porte de Héctor Chumpitaz, Percy Rojas, Roberto Challe e Oswaldo Ramírez. Apesar dos destaques do outro lado, o Verdão se deu melhor e venceu os dois jogos.

O Palmeiras ganhou o primeiro encontro já em Lima, por 2 a 1. O uruguaio Héctor Silva e Pio anotaram os gols, enquanto Héctor Bailetti descontou aos cremas. Rubens Minelli armou um esquema defensivo que deu resultado. Em São Paulo, os paulistas venceram por 3 a 0 num jogo com polêmica de arbitragem. Dudu, César Maluco e Pedro Gonzáles (contra) anotaram os gols. O detalhe é que três jogadores do Universitario foram expulsos no fim do primeiro tempo, o que facilitou o trabalho palestrino. Challe deu um tapa em Ademir, enquanto Chumpitaz e Salinas receberam o vermelho por reclamação logo depois. Apesar dos dois triunfos, os palmeirenses perderam a vaga na decisão para o Nacional de Montevidéu, que seria campeão. Os peruanos, enquanto isso, seriam vice-campeões em 1972.

Internacional x Olimpia (Libertadores 1989)

Um dos maiores embates do Internacional na história da Libertadores, e talvez o maior antes do título em 2006, aconteceu na semifinal de 1989. Treinados por Abel Braga, os colorados tinham a forte equipe vice-campeã brasileira em 1988. Taffarel e Nilson eram os dois grandes símbolos do time naquele momento. Enquanto isso, o Olimpia possuía uma equipe que logo se acostumaria a brigar pelo troféu na Libertadores naquela virada de década, com a presença estelar do goleiro Éver Hugo Almeida e Raúl Amarilla trazido de volta do Barcelona para brilhar no ataque. No banco, já estava o mítico Luis Cubilla.

O Inter venceu no Defensores del Chaco a ida das semifinais, por 1 a 0. Luís Fernando anotou um gol espetacular de meia bicicleta e Nilson ainda carimbou a trave no fim. O épico, de qualquer forma, aconteceu mesmo no Beira-Rio. O Olimpia deu a volta por cima, com o triunfo por 3 a 2. Alfredo Mendoza abriu o placar para os paraguaios, Dacroce empatou e Amarilla garantiu a vitória parcial antes do intervalo. Luís Fernando igualou de novo no início do segundo tempo e Nilson poderia ter virado, mas Éver Hugo Almeida defendeu um pênalti do atacante. Assim, Gustavo Neffa recolocou os olimpistas à frente. Em tempos nos quais não existia gol qualificado na Libertadores, o Inter ganhou uma nova chance nos pênaltis. Então, brilhou a cátedra do veterano Almeida, que parou Leomir e confirmou a classificação. Na final, o Olimpia perdeu para o Atlético Nacional exatamente nos penais, mas levaria a taça em 1990.

Internacional x Deportivo Táchira (Libertadores 1980)

Outro velho conhecido do Inter a cruzar seu caminho na Libertadores 2021 será o Deportivo Táchira. A primeira vez que os times se pegaram foi em 1980, quando os colorados alcançaram a final. Ênio Andrade mantinha a base campeã invicta em 1979, com destaque a Falcão, Jair, Batista, Mauro Galvão e Mário Sérgio. O Táchira, por sua vez, contava com diversos argentinos e uruguaios para fortalecer a base venezuelana. Ninguém que realmente metesse medo no timaço gaúcho.

O Inter venceu na Venezuela por 1 a 0, gol de Falcão. Já em Porto Alegre, goleada tranquila por 4 a 0. Cláudio Mineiro e Bira Burro balançaram as redes no primeiro tempo. Já durante a segunda etapa, a estrela foi Pelezinho, que saiu do banco e assinalou dois gols. O Inter acabou na liderança do grupo, que tinha o Vasco como principal ameaça, e avançou ao triangular semifinal. Acabou derrotado apenas na decisão, contra o Nacional de Montevidéu, naquela que foi a despedida de Falcão.

Boca Juniors x Barcelona (Libertadores 2003)

O Boca Juniors encarou o Barcelona na campanha da Libertadores de 2003, em que terminou com a taça. Os jogos foram válidos pela fase de grupos. Os xeneizes tinham Carlos Bianchi no banco, em equipe na qual apareciam Carlos Tevez, Guillermo Barros Schelotto, Nicolás Burdisso e Pato Abbondanzieri. Já o Barcelona reunia algumas figurinhas carimbadas da seleção equatoriana, a exemplo de José Francisco Cevallos, Walter Ayoví, Iván Hurtado e Edwin Tenório.

Na Bombonera, o Boca venceu por 2 a 1, num jogo movimentado. Schelotto e Marcelo Delgado marcaram pelos xeneizes, enquanto Ariel Graziani descontou no fim com um golaço. O duelo ainda viu um expulso de cada lado. Já em Guayaquil, o Boca precisou correr atrás do empate por 2 a 2, depois de perder um pênalti quando o placar estava zerado. Guillermo Morigi e Graziani abriram vantagem para os Canários, enquanto os Boquenses só reagiram nos dez minutos finais, com Franco Cángele e Alfredo Moreno. O Boca Juniors avançou na chave ao lado do Independiente Medellín e levou o troféu ao derrotar o Santos na final.

Fluminense x River Plate (Amistoso 1972)

Curiosamente, Fluminense e River Plate nunca se enfrentaram em partidas oficiais, mas possuem amistosos em seu histórico. Os duelos mais significativos aconteceram em 1972, durante uma visita dos millonarios ao Brasil. Didi era o treinador dos argentinos na época, com Beto Alonso e Reinaldo Merlo despontando. Já o Fluminense de Mário Travaglini trazia nomes como Marco Antônio, Denilson, Cafuringa e Lula – Félix era desfalque. O primeiro jogo aconteceu em Salvador, num torneio amistoso, com o empate por 0 a 0. Dias depois, as equipes se reencontrariam para um embate nem tão amigável assim em General Severiano.

Aquela partida já precisou ser adiada por causa de um temporal no Rio de Janeiro. Os dois times voltaram a campo no dia seguinte e o Fluminense venceu por 2 a 0. Silveira e Mickey anotaram os gols, enquanto Marco Antônio desperdiçou um pênalti. O detalhe é que o jogo sequer terminou, por causa de uma pancadaria entre os times. A confusão começou aos 30 do segundo tempo e, conforme o Jornal dos Sports, foram “10 minutos ininterruptos de socos e pontapés”. Enquanto os jogadores se digladiavam, torcedores também pularam o alambrado e a polícia tentava intervir, mas não estava em número suficiente para apaziguar a situação. O periódico destacava a participação do massagista Azul, “em todos os lugares do campo, e só se viam seus braços e pés a bater”. Depois disso, nem houve clima para a retomada.

River Plate x Independiente Santa Fe (Recopa 2016)

River Plate e Independiente Santa Fe disputaram uma final continental entre si, não faz muito tempo. Como campeão da Libertadores em 2015, os millonarios pegaram o Santa Fe na Recopa de 2016, após os colombianos faturarem a Copa Sul-Americana. Marcelo Gallardo tinha vários nomes importantes de seu ciclo vitorioso, como Pity Martínez, Leo Ponzio, Lucas Alario, Sebastián Driussi, Nacho Fernández e o craque Andrés D’Alessandro em seu retorno ao Monumental. Já o Santa Fe dirigido por Gustavo Costas era orquestrado por Omar Pérez, com destaques daquele período como William Tesillo e Cristian Borja.

A primeira partida aconteceu no Estádio El Campín e terminou com o empate por 0 a 0. Já a definição do troféu acabou para o Monumental, onde o River venceu por 2 a 1. Driussi marcou o primeiro aos três minutos e Alario aumentou a diferença aos cinco do segundo tempo, aproveitando a sobra de um cruzamento de D’Alessandro. O Santa Fe descontou com Horacio Salaberry aos 19, mas ficou por aí. O River levava seu segundo título da Recopa, após também bater o San Lorenzo em 2015.

São Paulo x Racing (Amistoso 1967)

O São Paulo só encarou o Racing em amistosos. E o Tricolor chegou a desafiar a Academia em fevereiro de 1967, antes que os argentinos conquistassem a Libertadores e o Mundial. Não foi uma boa jornada dos são-paulinos em Avellaneda, em meio ao seu jejum: os racinguistas golearam por 4 a 1. Os paulistas contavam com bons valores, como Bellini, Roberto Dias, Picasso e Paraná. Porém, o Racing tinha uma equipe bem mais referendada, com Agustín Cejas, Roberto Perfumo, Alfio Basile, Norberto Raffo, Juan Carlos Cárdenas, João Cardoso e outros nomes históricos.

O São Paulo até equilibrou o primeiro tempo e abriu o placar, com Fefeu. Era uma partida bastante pegada e, no segundo tempo, o Racing partiu para cima em busca da vitória. Raffo anotou os dois gols que determinaram a virada, antes de completar sua tripleta. Já no fim, Cárdenas definiu a contagem. Na Libertadores de 1967, o Racing fez a mais longa campanha de um time vencedor, batendo o Nacional de Montevidéu na final. Depois, levaria a Copa Intercontinental contra o Celtic.

São Paulo x Sporting Cristal (Conmebol 1994)

Os únicos encontros anteriores do São Paulo com o Sporting Cristal foram pela extinta Copa Conmebol. E os peruanos estiveram entre as vítimas do Expressinho dirigido por Murici Ramalho rumo ao título em 1994. O Tricolor usava a garotada naquela competição, com aparições de promessas como Rogério Ceni, Denílson, Juninho Paulista e Caio Ribeiro. Já o Cristal vinha com a equipe titular, na qual também despontava um igualmente jovem Nolberto Solano.

O São Paulo encaminhou a classificação nas quartas de final logo na primeira partida, no Morumbi. Roberto Palacios até abriu o placar, mas a virada aconteceu no segundo tempo. Juninho saiu do banco e, além de marcar um belo gol de falta, deu as assistências para Caio e Denilson virarem. Aquela noite, aliás, ficou marcada na carreira do camisa 10: logo depois, o time principal do São Paulo entrou em campo no Morumbi e enfrentou o Grêmio pelo Brasileirão. Juninho de novo ingressou no segundo tempo, mas passou em branco. No reencontro com o Cristal em Lima, bastou o empate por 0 a 0 para os são-paulinos avançarem. O Expressinho despachou o Corinthians na semifinal e levou o título em cima do Peñarol.

Racing x Sporting Cristal (Libertadores 1997)

O Racing é o campeão da Libertadores que há mais tempo não conquista o título. E a melhor campanha dos racinguistas desde o feito de 1967 aconteceu em 1997, interrompida pelo Sporting Cristal na semifinal. Treinada por Alfio Basile, a Academia incluía jogadores como Marcelo Delgado, Carlos Galván, José Serrizuela e Carlos Mac Allister. Já o Cristal estava sob as ordens do uruguaio Sergio Markarián. Nolberto Solano era a grande figura, ao lado de Jorge Soto. Os celestes ainda tinham à disposição o meia ganês Prince Amoako.

O Racing parecia dar um passo firme à decisão ao ganhar no Cilindro por 3 a 2. Claudio Úbeda foi o destaque com dois gols, enquanto Martín Villalonga também deixou o seu. O Cristal descontou com Soto e Luis Bonnet. Em Lima, porém, os peruanos impuseram uma surpreendente goleada por 4 a 1. Bonnet anotou dois gols, Solano também deixou o seu e Julio Rivera fechou a contagem. Do outro lado, Delgado fez o de honra aos racinguistas. O detalhe é que o jogo quente ainda teria confusões que renderam duas expulsões para cada lado. Na final, o Sporting Cristal terminou batido pelo Cruzeiro.

Nacional x Universidad Católica (Libertadores 1988)

O Nacional conquistou a Copa Libertadores pela terceira e última vez em 1988. Na sua caminhada, eliminou a Universidad Católica, que vinha do título chileno na temporada anterior. O duelo aconteceu pela fase equivalente às oitavas de final – mas que, no regulamento bizarro daquela edição do torneio, contou apenas com cinco partidas. O Nacional era comandado por Roberto Fleitas e trazia diversos nomes que se consagrariam com a taça, como Jorge Seré, William Castro e Santiago Ostolaza – Hugo de León não estava presente naquela fase. Já a Católica tinha Marco Cornez, Rubén Espinoza, Eduardo Vilches, Osvaldo Hurtado e outros jogadores da seleção.

A classificação do Nacional aconteceu graças ao gol anotado fora de casa. Os dois times empataram por 1 a 1 em Santiago. Espinoza marcou de pênalti para a Católica, mas Daniel Revélez empatou a dez minutos do fim. Ainda rolou um gol inexplicavelmente anulado dos Cruzados. Dentro do Centenário, o empate por 0 a 0 bastou para os tricolores avançarem. O time ainda superou Newell’s Old Boys e América de Cali, antes de conquistar o título sobre o próprio Newell’s – que, graças ao regulamento bizarro, teve uma nova chance por meio de uma repescagem na semifinal, na qual despachou o San Lorenzo.

Flamengo x Vélez (Supercopa 1995)

Um dos encontros mais famosos do Flamengo do “Ataque dos Sonhos” aconteceu contra o Vélez na Supercopa de 1995. Os argentinos haviam vencido a Libertadores no ano anterior, mas acabaram eliminados pelos brasileiros nas oitavas da competição secundária. E aquele embate seria bem mais lembrado pelas confusões. O Flamengo treinado por Apolinho tinha Sávio, Romário e Edmundo na frente, além de Djair, Nélio e Ronaldão. Já o Vélez era estrelado por Chilavert, com Mauricio Pellegrino, José Basualdo e Turco Asad entre os outros destaques.

O Flamengo ganhou por 3 a 2 já em Buenos Aires na ida – e sem Romário. Roberto Trotta anotou o primeiro de pênalti. No segundo tempo, Edmundo empatou. O Vélez ainda faria o segundo antes, graças a Herrera. Chilavert também cobraria uma falta na trave. Mas, depois dos 43, veio a impensável virada. Sávio empatou de pênalti e Rodrigo Mendes definiu o placar. Em Uberlândia, o Flamengo atropelou por 3 a 0, num jogo em que Flávio Zandoná deixou Edmundo no chão com um soco por trás e Romário defendeu o companheiro com uma voadora, antes que a pancadaria rolasse solta. Enquanto a bola rolou, Romário (duas vezes) e Edmundo tinham marcado os gols. O Fla seria finalista daquela Supercopa, derrotado pelo Independiente na decisão.

Flamengo x LDU (Libertadores 2019)

A Liga de Quito está na história do Flamengo, ao encarar os rubro-negros na caminhada rumo ao título de 2019. Os duelos aconteceram na fase de grupos, quando o Fla ainda era dirigido por Abel Braga. Parte do time que fez história em Lima já estava presente, incluindo Gabigol, Bruno Henrique, Everton Ribeiro, Rodrigo Caio e Diego Alves. Já a LDU contava com uma equipe que havia acabado de reconquistar o Campeonato Equatoriano. Adrián Gabbarini e Jefferson Orejuela eram dois pilares importantes sob as ordens do uruguaio Pablo Repetto.

Pela segunda rodada, o Flamengo venceu por 3 a 1 no Maracanã. A equipe dominou o primeiro tempo e abriu o placar com Everton Ribeiro, mas dependeu de um pênalti defendido por Diego Alves antes do intervalo. Na segunda etapa, Gabigol e Uribe encaminharam o triunfo. Apenas no fim Cristian Borja descontou. Já no Casa Blanca, a LDU venceu por 2 a 1, botando em risco a classificação rubro-negra. Não foi uma boa atuação da equipe visitante, que até abriu o placar com Bruno Henrique, mas permitiu que Juan Anangonó e Andrés Chicaiza determinassem a virada. No fim, os dois times passaram e o Fla embalou com Jorge Jesus nos mata-matas.

LDU x Vélez (Sul-Americana 2011)

Os duelos entre LDU Quito e Vélez Sarsfield foram frequentes na virada da década retrasada. Foram oito partidas de 2006 a 2011, seis delas por mata-matas. A LDU havia passado nas quartas de final da Sul-Americana de 2009 e o Vélez se deu melhor nas oitavas da Libertadores de 2011. A revanche aconteceu na semifinal da Sul-Americana de 2011, agora com os equatorianos prevalecendo para chegar à decisão. A Liga, sob as ordens de Edgardo Bauza, tinha Hernán Barcos em grande fase, além de contar com Claudio Bieler, Néicer Reasco, Patricio Urrutia, Paúl Ambrossi e outros medalhões do clube. Já o Fortín de Ricardo Gareca alinhava nomes como Augusto Fernández, Sebá Domínguez, Emiliano Papa, Burrito Martínez, Héctor Canteros e Marcelo Barovero.

A LDU largou em vantagem ao vencer a ida por 2 a 0, no Casa Blanca. Barcos desviou um chute no meio do caminho para fazer o primeiro e depois anotou um lindo gol a partir de uma tabela. E, apesar da força naquele momento, o Vélez realmente não conseguia se provar nas competições continentais. O Fortín perdeu também no José Amalfitani, por 1 a 0. Alexander Domínguez pegou tudo e Barcos balançou as redes novamente. Na decisão, a Liga de Quito perdeu para a Universidad de Chile.

Atlético Mineiro x América de Cali (Conmebol 1997)

O Atlético Mineiro já tinha eliminado o América de Cali na semifinal da Copa Conmebol em 1995, quando perdeu a decisão contra o Rosario Central. Em 1997, aconteceu o reencontro nas quartas de final e o triunfo do Galo seria mais notável, numa caminhada que terminou com a faixa no peito. Os atleticanos eram dirigidos por Emerson Leão na época. Em campo, contavam com Taffarel, Dedê, Doriva, Valdir Bigode e Marques como destaques. Já o América não tinha a escalação imponente de outros tempos, embora trouxesse o goleiro Eduardo Niño e o atacante Jairo Castillo.

O Atlético venceu por 2 a 1 na Colômbia, encaminhando a classificação na ida. Marques e Jorginho Cantinflas anotaram os gols, enquanto Leonardo Moreno fez o tento dos Diablos Rojos. Aquele jogo ainda contou com quatro expulsos, dois para cada lado, incluindo Dedê e Marques. Já na volta, o Galo completou a missão no Mineirão com o empate por 1 a 1. James Cardona até colocou os escarlates em vantagem, mas Edgar garantiu a classificação. Na decisão, os mineiros bateram o Lanús.

Atlético Mineiro x Cerro Porteño (Libertadores 1981)

A Libertadores de 1981 está distante de guardar boas lembranças ao Atlético Mineiro, com a famosa eliminação no jogo de desempate contra o Flamengo encerrado antes do fim por José Roberto Wright. Na caminhada, aquele timaço do Galo pegou o Cerro Porteño, somando uma vitória e um empate. A constelação alvinegra tinha Reinaldo, Cerezo, Luisinho, Éder, João Leite e grande elenco. Já no Ciclón, destaque para o goleiro Gato Fernández, além do meia Aldo Florentín.

O Atlético conseguiu vencer na visita ao Defensores del Chaco. O triunfo por 1 a 0 seria alcançada aos 43 do segundo tempo, graças a Éder Aleixo. Já no Mineirão, mais dificuldade com o empate por 2 a 2, no qual os azulgranas estiveram duas vezes em vantagem. Orlando fez o primeiro, contra as próprias redes, e Reinaldo empatou já aos 36 do segundo tempo. Osorio assinalou mais um ao Cerro quatro minutos depois, mas Vaguinho salvou os alvinegros. Com o mesmo número de pontos que o Flamengo na liderança da chave, o Galo foi para o jogo extra em Goiânia e amargou a eliminação protestada até hoje.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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