América do SulLibertadores

Libertadores 2012 – Grupo 8

ATLÉTICO NACIONAL
por Leandro Stein

Corporación Deportiva Atlético Nacional
Estádio: Atanasio Girardot (46.000 lugares)
Site: atlnacional.com.co
Técnico: Santiago Escobar
Destaques: Macnelly Torres, Dorlan Pabón, Luis Fernando Mosquera, Gastón Pezzuti, Juan Valencia
Principais títulos: 1 Libertadores, 2 Merconorte, 11 Colombianos
Na Libertadores: Campeão (1989)

Muita coisa mudou no Atlético Nacional desde a conquista do Apertura 2011. O jovem elenco que chegou ao título sofreu mudanças significativas, incluindo a perda de jogadores essenciais, entre eles os meio-campistas Macnelly Torres e Jairo Palomino e o atacante Víctor Ibarbo. Como resultado, os verdolagas fizeram fraquíssima campanha no Clausura, não conquistando nem mesmo a classificação para os mata-matas. Consciente dos problemas, a diretoria podou o elenco e investiu pesado (e com qualidade) na pré-temporada, trazendo 15 jogadores. Além do retorno de Macnelly Torres, alguns reforços chegaram já como titulares, incluindo o lateral Juan Valencia e o meia Luis Fernando Mosquera. Dentre os remanescentes, Dorlan Pabón é o principal encarregado de marcar gols, enquanto o goleiro Gastón Pezzuti dá equilíbrio à defesa. Os resultados oscilantes nas primeiras semanas de 2012 são explicados pela falta de entrosamento da equipe – que, ao menos no papel, é candidata a chegar longe na competição.

GODOY CRUZ
por Marcus Alves

Club Deportivo Godoy Cruz Antonio Tomba
Estádio: Malvinas Argentinas (45.000 lugares)
Site: clubgodoycruz.com.ar
Técnico: Nery Pumpido
Destaques: Leonardo Sigali, Ariel Rojas, Nicolás Olmedo, Diego Villar e Rubén Ramírez
Principais títulos: nenhum
Na Libertadores: 1 fase de grupos (2011)

Sensação do verão. Nem tanto pelo que fez em campo – ainda que pudesse ser -, mas pelas especulações em torno de seus jogadores. O Godoy Cruz foi o centro das atenções do mercado argentino. Boca Juniors, San Lorenzo, Racing, Independiente… Todos queriam Diego Villar e Rubén Ramírez. Por ordem, os jogadores que mais assistências deram e mais gols marcaram no país, nos últimos seis meses. O caminho do gol, como se vê, está escrito para a equipe que já não sente mais falta do Mago Ramírez, hoje no Vélez. O Godoy Cruz ganhou personalidade própria. Tem em Villar o único jogador barbudo do Campeonato Argentino. Em Tito Ramírez o veterano que vale ouro. É o que afirma Mario Contreras, empresário que comanda o time e se recusa a deixar a dupla partir por qualquer trocado. Falta grife. Não falta quem sonhe no clube que quer deixar para trás a imagem de revelação.

PEÑAROL
por Felipe Lobo

Club Atlético Peñarol
Estádio: Centenario (65.235 lugares)
Site: penarol.org
Técnico: Gregorio Pérez
Destaques: Fabián Carini, Marcelo Zalayeta, Fabián Estoyanoff
Principais títulos: 3 Mundiais, 5 Libertadores, 48 Uruguaios
Na Libertadores: 3 títulos (1960, 1961, 1966, 1982, 1987)

O vice-campeão da Libertadores chega com um time parecido com o de 2011. A qualidade técnica não é o que se destaca, mas o conjunto continua forte. Tem dois veteranos nas extremidades do campo, Fabián Carini no gol e Marcelo Zalayeta no ataque. Entre eles, muitos jogadores trabalhadores, como Nicolás Freitas e Luis Aguiar. Fará um duelo difícil com os outros times do Grupo 8. O favorito a avançar é a Universidad de Chile, mas Atlético Nacional e Godoy Cruz também podem complicar. Apesar disso, o time deve se classificar.

UNIVERSIDAD DE CHILE
por Leandro Stein

Club Universidad de Chile
Estádio: Nacional (47.000 lugares)
Site: udechile.cl
Técnico: Jorge Sampaoli
Destaques: Jhonny Herrera, José Manuel Rojas, Marcelo Díaz, Charles Aranguíz e Raúl Ruidíaz
Principais títulos: 1 Sul-Americana, 15 Chilenos, 3 Copas do Chile
Na Libertadores: Semifinal (1970, 1996, 2010)

La U chega à Libertadores atraindo os holofotes para si e também reunindo sentimentos paradoxais a sua volta. Os azules são favoritos pelo segundo semestre arrasador, mas geram desconfianças por conta da perda de alguns de seus principais jogadores – o zagueiro Marcos González e os atacantes Gustavo Canales e Eduardo Vargas, este o grande talento individual da equipe. Para compensar, a reposição de peças foi bem feita, trazendo atletas com experiência internacional, como Roberto Cereceda e Júnior Fernández. A grande aposta, porém, é Raúl Ruidíaz, atacante talentoso credenciado para o lugar de Vargas. Os resultados na pré-temporada foram apenas razoáveis, muito por conta do desgaste físico acumulado em 2011, mas sólida estreia no Chileno provou que a filosofia de Jorge Sampaoli segue intacta. Responsável pela série invicta de 36 jogos entre julho e dezembro, o futebol ofensivo gerado pelo esquema 3-4-3, de intenso toque de bola, foi respeitado. Ainda cabe ressaltar que a defesa, vazada apenas duas vezes na última Sul-americana, manteve seus líderes, o goleiro Jhonny Herrera e o capitão José Manuel Rojas.

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Equipe Trivela

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