América do Sul

La U reconquistou o Chile em uma rodada final decidida apenas aos 43 do segundo tempo

A Universidade de Chile se coroou mais uma vez como o melhor time do país neste sábado. A segunda maior campeã nacional, com 17 troféus, pode estar longe de alcançar o Colo Colo no topo da história do Campeonato Chileno. Ainda assim, não há clube mais dominante nesta década do que La U. Após dois anos de seca, desde o tricampeonato do grande time montado por Jorge Sampaoli, os azules conquistaram o Apertura. E de maneira emocionante. A taça ia ficando em outras mãos até os 43 minutos do segundo tempo, quando a sorte da equipe mudou.

A última rodada da competição começou com três candidatos ao título. Colo Colo aparecia na primeira posição, mas tinha parada duríssima com o Santiago Wanderers, também no páreo mas um ponto atrás. Já a Universidad de Chile, igualados na tabela com os Albos, recebia a Unión La Calera no Estádio Nacional de Santiago. Os Wanderers ficaram próximos da conquista durante boa parte da rodada, com o triunfo por 2 a 0 sobre o Colo Colo. Até a sorte de La U mudar, para delírio dos 43 mil azules que enchiam as arquibancadas. Um pênalti convertido por Gustavo Canales aos 43 do segundo tempo tirou o zero do placar, na vitória magra que foi suficiente para desencadear a festa na capital.

O triunfo confirmou a Universidad de Chile no Grupo 4 da Libertadores de 2015, o mesmo do Internacional. Além disso, permitiu que o clube voltasse ao topo do país desde o desmanche do timaço de Sampaoli – do qual são poucos os remanescentes, como Rojas, Herrera e Lorenzetti. Um passo importante para os azules recuperarem o seu espaço. E que desencadeou uma bela comemoração em Santiago.

Abaixo, três vídeos: a narração do gol de Canales, a atmosfera no estádio após o tento e também a celebração da torcida após o apito final.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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