América do Sul

Há cinco anos, Argentina caía em casa para o Uruguai e protagonizava o ‘Santafezazo’

Faz exatos 66 anos que o Brasil sofria um dos maiores revezes de sua história e o Uruguai se consagrava campeão do mundo pela segunda vez. A tragédia foi tamanha para os brasileiros que entra ano, sai ano, e o aniversário do Maracanazo sempre é lembrado com desgostoso tanto por quem o presenciou quanto por quem sequer sonhava em nascer. Os uruguaios, por sua vez, recordam a data com alegria. E não só pelo que aconteceu há mais de seis décadas. Em 2011, exatamente no mesmo dia, a Argentina caía para a Celeste nas quartas de final da Copa América e protagonizava o segundo ‘azo’ uruguaio: o Santafezazo.

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Aquela edição do torneio mais antigo entre seleções era a chance de ouro para os argentinos saírem da fila. Estavam em casa, contavam com o apoio da torcida e tinham, teoricamente, o melhor time. Mas não deu certo. Tropeçaram diante dos comandados de Óscar Tabárez na antepenúltima fase e, pela primeira vez na década, não conseguiram chegar à final. O carrasco da Albiceleste? Um compatriota do capitão Mascherano e companhia: Muslera. O goleiro que, apesar de ser natural da Argentina, optou por defender as cores do Uruguai foi gigante, fechando o gol uruguaio nos tempos regulamentar e extra. E, como em toda derrota um culpado é apontado, os críticos argentinos escolheram Messi como o maior responsável pelo tropeço, mesmo o camisa 10 tendo acertado o pênalti que cobrou.

Curiosamente, a situação de cinco anos atrás acaba se assemelhando à da Copa América deste ano. Mas não a reação à ela. A campanha de 2010/11 de Messi no Barcelona foi impecável. Foi, além de artilheiro da equipe, campeão de La Liga e da Champions League. O argentino havia acabado de ser eleito o melhor jogador do mundo pela primeira vez, em 2010. Passava pelo primeiro pico de sua carreira gloriosa com seu clube. No entanto, apesar disso, não foi capaz de reproduzir suas performances de gala ao longo do torneio continental, com sua seleção. E foi por não ter conseguido se redimir e encaminhar a Argentina para uma possível quebra no jejum de anos sem ser campeã que foi colocado como culpado pela queda em Santa Fé.

Depois de pouco mais de 120 minutos muito tensos para os uruguaios, que estavam sem o volante Diego Pérez, autor do gol, desde os 37 minutos do primeiro tempo e eram bombardeados pelos argentinos, parecia que Muslera não teria mais forças para salvar o time nas penalidades máximas. Mas foi na cobrança de Tevez, a terceira da Argentina, que o arqueiro fez sua última e decisiva defesa. Há exatos cinco anos, a seleção sul-americana que mais gosta de fazer festa na casa alheia tirava dos argentinos a possibilidade de sair da fila de títulos, e, dias depois, agarrava a chance de levantar a taça após 16 anos sem ser campeã.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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