América do Sul

Foi-se a primeira fase…

Cinco times brasileiros, dois paraguaios, dois colombianos, dois mexicanos, dois argentinos, um chileno, um uruguaio e um equatoriano seguem na briga pelo título da Libertadores da América 2011. Com a definição das oitavas de final do torneio mais importante da América do Sul, vale a pena darmos uma olhada no que de melhor aconteceu na primeira fase do torneio.

Por isso, e para analisar de forma completa o que se passou do dia 9 de fevereiro até aqui, essa coluna se dará o direito de também falar sobre brasileiros, argentinos e mexicanos, que normalmente não têm espaço por aqui. Vamos lá?

 

Grupo 1

Equipes: Universidad San Martín (PER), Libertad (PAR), Once Caldas (COL) e San Luis (MEX)
Classificados: Libertad e Once Caldas
O cara do grupo: Wason Rentería, artilheiro e salvador do Once Caldas.
A decepção: As quatro derrotas seguidas do Universidad San Martín

O Grupo 1 era considerado um dos grupos da morte da Libertadores 2011. Afinal, colocava frente a frente os campeões do Peru, Paraguai e Colômbia. Ainda assim a classificação do Libertad foi bastante tranquila. A equipe gumarela só teve dificuldades mesmo contra o Once Caldas. Os paraguaios somaram 12 pontos em seis jogos e só ficaram abaixo do Cruzeiro na classificação geral dos primeiros colocados. O Once teve mais dificuldades, sobretudo porque o San Martín começou muito bem sua campanha, com duas vitórias em dois jogos. No entanto, os peruanos não conseguiram se manter em boa forma e perderam os quatro jogos seguidos, deixando a vaga com os colombianos.

 

Grupo 2

Equipes: Junior Barranquilla (COL), Oriente Petrolero (BOL), León de Huánuco (PER) e Grêmio (BRA)
Classificados: Junior Baranquilla e Grêmio
O cara do grupo: Carlos Bacca, artilheiro do Junior Barranquilla
A decepção: A derrota por 3 a 0 do Grêmio para o misto do Oriente Petrolero.

O Junior Barranquilla foi uma das maiores surpresas da fase de grupos. Embora campeão em seu país, o time colombiano chegou ao torneio bastante desacreditado após a péssima campanha no torneio Finalización, no qual terminou na 14ª posição. No entanto, los Tiburones foram constantes nas seis partidas. Além de ótimos mandantes – só empataram o último jogo contra o León -, foram visitantes indigestos, uma vez que perderam apenas para o Grêmio no Olímpico. O Grêmio aliás, teve altos e baixos na competição, mas fez o suficiente para se classificar como o terceiro melhor segundo colocado. Ah sim! Oriente e León foram meros figurantes…

 

Grupo 3

Equipes: Argentinos Juniors (ARG), Nacional (URU), Fluminense e América (MEX)
Classificados: América e Fluminense
O cara do grupo: Fred, salvador do Fluminense
A decepção: O empate do Nacional por 0 a 0 com o América, em casa, diante de 50 mil espectadores.

Desde o início todos apontavam o grupo do Fluminense como um dos mais difíceis da Libertadores. E os temores aos poucos tornaram-se todos realidade para os cariocas. Mal demais, o Flu fechou o primeiro turno com dois empates e uma derrota. Na sequência se recuperou e se consagrou na memorável vitória contra o Argentinos Juniors na Argentina. Já o América não foi grande coisa nessa primeira fase, mas foi bem menos incompetente do que o Nacional e o Argentinos e conseguiu fechar com a liderança do grupo. E por falar em Nacional… Melhor deixar pra lá.

 

Grupo 4

Equipes: Caracas (VEN), Universidad Católica (CHI), Vélez Sarsfield (ARG) e Unión Española (CHI)
Classificados: Universidad Católica e Vélez Sarsfield
O cara do grupo: David Ramírez, meia nota 10 do Vélez.
A decepção: A derrota do Caracas por 3 a 0 em casa na rodada final. Um empate bastava para classificar os venezuelanos

Foram seis rodadas sem muito brilho de nenhuma das equipes integrantes do grupo 4. Enquanto o Vélez patinou no início de sua campanha, a Universidad Católica cansou de errar e por pouco não se complicou. No final das contas a maior qualidade dos argentinos e de La UC acabou sendo determinante para que as duas equipes avançassem, mesmo sem encantar. Apesar da falta de grandes momentos, o 4 a 3 da Católica contra o Vélez na Argentina, com dois gols chilenos nos últimos dois minutos, valeu o grupo!

 

Grupo 5

Equipes: Santos (BRA), Colo Colo (CHI), Deportivo Táchira (VEN) e Cerro Porteño (PAR)
Classificados: Cerro Porteño e Santos
O cara do grupo: Jonathan Fabbro, que com dois gols na partida derradeira deu a classificação ao Cerro.
A decepção: A amarelada do Colo Colo ante o Cerro.

O grupo 5 foi um dos mais competitivos da Libertadores. Colo Colo, Santos e Cerro fizeram jogos de alto nível nessa primeira fase. Equilibrados em qualidade e deficiências, os três gigantes da América do Sul protagonizaram momentos de brilho e vergonha. Paredes, Jorquera e Miralles foram grandes nomes do Colo Colo, enquanto Nanni e Iturbe fascinaram os cerristas e Neymar, Elano, Ganso e, quem diria, Danilo, garantiram o Santos. Na soma dos fatores, melhor para o Cerro, que conseguiu uma virada histórica contra o Colo Colo em Santiago – 3 a 2 após estar perdendo por 2 a 0 – e para o Santos, que se achou no segundo turno e voltou a ser favorito.

 

Grupo 6

Equipes: Internacional (BRA), Jorge Wilstermann (BOL), Emelec (EQU) e Jaguares (MEX)
Classificados: Internacional e Jaguares
O cara do grupo: Leandro Damião, goleador do Inter e agora atacante de seleção brasileira.
A decepção: Celso Roth. Campeão no ano passado, Roth não conseguiu ir bem com o Inter e foi demitido no meio do trabalho.

O Inter era favorito à classificação em primeiro lugar e conseguiu o feito sem grandes dificuldades. Mesmo assim, a equipe oscilou muito ao longo das partidas da fase de grupos, o que inclusive determinou a demissão do técnico Celso Roth. Enquanto o Colorado atingiu as expectativas, com D'Ale, Oscar e Damião em grande forma, o Jaguares foi uma surpresa positiva. Os mexicanos brigaram o tempo todo de igual pra igual com Inter e Emelec e no final acabaram com um honroso segundo lugar, ganhando três e perdendo três.

 

Grupo 7

Equipes: Estudiantes (ARG), Guarani (PAR), Cruzeiro (BRA) e Tolima (COL)
Classificados: Cruzeiro e Estudiantes
O cara do grupo: Cuca, responsável pela montagem de um Cruzeiro matador na primeira fase.
A decepção: Guarani. Não que se esperasse grande coisa, mas seis jogos e seis derrotas é demais.

Mesmo sem o Corinthians, esperava-se uma disputa mais acirrada no grupo 7. Não foi o que se viu. Com um dos melhores times de sua história recente, o Cruzeiro foi inapelável na primeira fase. Foram 20 gols marcados e um sofrido nas cinco vitórias e um empate da Raposa! Não é preciso dizer nada além disso. Bem menos encantador, o Estudiantes fez o bastante para evitar a surpresa do Tolima e ficou com a segunda vaga. Por fim o Guarani deu vexame. Foi o único time que não fez um ponto sequer na Libertadores 2011.

 

Grupo 8

Equipes: LDU (EQU), Peñarol (URU), Godoy Cruz (ARG) e Independiente (ARG)
Classificados: LDU e Peñarol
O cara do grupo: Godoy Cruz. Não é um cara, mas o time merece, tanto pelo feito de ir à Libertadores, quanto pelo futebol apresentado.
A decepção: Só dois se classificarem.

Tal qual o grupo 5, a chave 8 foi pródiga em grandes confrontos. Com quatro times praticamente nivelados, quase todos os jogos tiveram um atrativo, desde a brilhante estreia do Godoy Cruz em Libertadores, fazendo 2 a 1 na LDU, até o bandeirão de 14 km² colocado pela torcida do Peñarol no último jogo da fase de grupos. Na disputa por duas vagas, melhor para a LDU, que uma vez mais usou o fator casa de forma brilhante, e para o Peñarol, que apesar de inconstante foi capaz de definir seu destino na hora certa.

 

Seleção da primeira fase

Fábio (Cruzeiro), Reasco (LDU), Victorino (Cruzeiro), Coates (Nacional) e Samudio (Libertad); Henrique (Cruzeiro), Danilo (Santos) e Montillo (Cruzeiro); Wallyson (Cruzeiro), Nanni (Cerro Porteño) e Rentería (Once Caldas)

 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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