‘Falta de inteligência’: Diniz ironiza críticas a elenco experiente do Fluminense
O Fluminense foi campeão da Recopa Sul-Americana com a participação de veteranos, e Diniz rebateu críticas ao elenco
O Fluminense venceu a LDU, tirou o grito da garganta e foi campeão da Recopa Sul-Americana. O título foi conquistado com um homem a menos em campo e gols da vitória de 2 a 0 no fim, com Jhon Arias. Após o jogo, Fernando Diniz comemorou a taça e dividiu a glória com a torcida.
Questionado sobre as críticas que recebe, assim como seu elenco, formado por jogadores experientes, Fernando Diniz ironizou.
— Acho uma bobagem, falta de respeito e falta de inteligência. Se desse tudo errado para o Fluminense daqui para frente, estariam errados de largada. Porque fomos campeões da Libertadores com o time com média de idade mais alta entre Libertadores, Champions League, Concacaf… É um presente do futebol brasileiro poder contar com esses jogadores. O nível dos caras é prazer na convivência. O povo, e parte da imprensa, gosta de chacota, like e sorriso fácil e não muito da verdade. Mas isso aqui não entra. Entramos com um trabalho de profundidade. Ninguém vai jogar eternamente, mas se estão aqui eles têm qualidade.

Depois de perder o primeiro jogo por 1 a 0, em Quito, o Fluminense virou o confronto no Maracanã, com 2 a 0, e faturou a Recopa Sul-Americana. O clube, agora, é o maior campeão internacional do estádio, com três títulos.
‘Vitória da humildade e da coragem’, diz Diniz após título do Fluminense
A Recopa Sul-Americana não é qualquer título para o Fluminense. Além de bater o algoz LDU e exorcizar mais um fantasma para a conta, o Tricolor se tornou o maior campeão internacional da história do Maracanã.
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) March 1, 2024
Para o técnico Fernando Diniz, a conquista, sobretudo, é uma vitória igual a sua luta no futebol: a valorização das pessoas.
— Eu acho que foi vitória sobretudo da humildade, da coragem e de não se acovardar. Eu acho que as pessoas que comentam desprezam muito quem joga na altitude. O Fluminense fez um grande jogo lá. Esse título começou lá em Quito, não foi aqui. Não teve bombardeiro do LDU. O jogo foi muito controlado. Para quem tiver a paciência de assistir e não falar coisas porque teve um monte de cruzamento. Os jogadores foram heróis lá. Dificilmente um time tem mais posse de bola que a LDU lá em Quito, e o Fluminense conseguiu ter posse de bola, quase 60% lá, que foi a nossa melhor forma de se defender.
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Diniz divide título da Recopa com a torcida do Fluminense
Feliz com o título da Recopa Sul-Americana, Fernando Diniz dividiu a glória com a torcida do Fluminense. O técnico chegou a afirmar que quando o time estava com um a menos em campo, na verdade, a torcida compensou.
— Dividir com toda essa torcida linda, maravilhosa, essas três cores que traduzem tradição. Esse é o título é de vocês, que vocês continuem a nos acompanhar. Sou muito grato por tudo que vocês fizeram por mim, pela minha carreira e vocês vão estar sempre no meu coração. Aqui tivemos um jogador a menos, mas tínhamos a torcida como um jogador a mais que nos empurrou — disse.
MAIS UM VITÓRIA FLUMINENSE PRA NOSSA HISTÓRIA JUNTOS, PROFESSOR!
✌️ V I T Ó R I A, F L U M I N E N S E ✌️ pic.twitter.com/9RWGdMBihw
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Diniz voltou a dizer que a taça começou a ser conquistada fora de casa, na altitude de 2650 metros de Quito. Mesmo com a derrota, o técnico acredita que o Fluminense fez grande jogo e deveria ter vencido se não fosse a arbitragem.
— Começamos a ganhar a final em Quito. Jogar na altitude é algo fisiologicamente desumano. Entendemos que tenha que ter jogos lá, como La Paz, porque socialmente existe futebol e a população de lá para ver a graça de os times verem seus times e seleções. Mas, para nós, é quase impossível jogar de maneira igual. Lá conseguimos fazer um jogo mais pausado. Não ouço muito o que falam na televisão, mas do pouco que vi foi mais desinformando do que informando. A LDU, quando joga em casa, é o time que mais tem posse. Nós tivemos um pênalti não marcado, e o Fábio quase não defendeu o jogo todo lá. Esse título é muito do que fizemos lá. Fomos três dias antes para Quito. Se o juiz não tivesse interferido no resultado, a gente poderia ter voltado até com vitória de lá.

A arbitragem ainda seria tema de outra resposta. Mesmo com o título e a vitória no Maracanã, o técnico fez críticas ao juiz argentino Facundo Tello.
— Então a gente aqui conseguiu fazer dois gols, e o que teve de mais bonito foi que, com um jogador a menos, a gente não desistir de ser protagonista, de querer o resultado, e foi premiado. Porque lá a gente, às vezes, dava mais pausa no jogo, porque é quase impossível acelerar o jogo na altitude. Não é a pausa que eles fizeram aqui, de ficar matando o jogo, e o vício dá quase nada, já cresce. Então ganhou o time que mereceu de fato para brindar a essa torcida linda.



