Falcioni: “Corinthians é compacto e rápido”

O técnico do Boca Juniors, Julio César Falcioni, tem uma longa história na Libertadores e mostrou que conhece o Corinthians, adversário da final da competição. O treinador já foi vice-campeão três vezes quando foi goleiro e espera finalmente sentir o gosto de ser campeão, mas sabe que terá um adversário difícil. Por isso, conta com a força do estádio dos Xeneizes, a Bombonera.
Depois de perder uma longa invencibilidade em casa contra o Fluminense na primeira fase, o Boca Juniors voltou a fazer do seu estádio uma força para sua caminhada. Já são cinco vitórias consecutivas na Bombonera, sendo uma delas uma vitória por 1 a 0 nas quartas de final contra o Fluminense, que acabaria eliminando.
O Corinthians, porém, é o melhor time da competição até aqui, sem qualquer derrota e tendo sofrido apenas três gols no torneio. “Nós temos acompanhado o progresso deles”, afirmou o treinador dos Xeneizes. “Eles são compactos, muito rápidos, e merecem tanto quanto nós um lugar nesta final”, disse.
A história de Falcioni na Libertadores começou em 1980, quando o então goleiro estreou pelo Vélez Sarsfield e jogou 11 partidas pelo clube no torneio continental. Mas foi com outra camisa que ele fez história. Falcioni ficou no América de Cali de 1981 a 1989, sendo três vezes vice-campeão durante esse tempo: 1985, quando perdeu para o Argentino Juniors, 1986, quando perdeu para o River Plate, e 1987, quando o adversário foi o Peñarol.
“A última foi a mais dolorosa delas”, afirmou Falcioni em entrevista ao site da Fifa. “Nós vencemos por 2 a 0 em Cali e vencíamos por 1 a 0 em Montevidéo, mas eles viraram para vencer. Fomos para uma decisão que estava em patada sem gols já no final da prorrogação, resultado que nos daria o título pelo saldo de gols. Mas nós sofremos o gol no último ataque do jogo”, contou o atual treinador.
Falcioni é o jogador que mais jogou a Libertadores, com 77 jogos. Foi semifinalista outras duas vezes, em 1983 e 1988, ambas pelo time colombiano. O técnico faz sua terceira Libertadores como técnico. Antes, dirigiu o Banfield em duas oportunidades. Em 2003, chegou às quartas de final e em 2009 caiu nas oitavas de final. “Eu tenho a minha própria história na Libertadores e o Boca tem a dele”, afirmou o treinador.
O Boca Juniors chega à sua décima final de competição e tenta o sétimo título, o que o igualaria ao maior campeão do torneio, Independiente, que é considerado o “Rei de Copas” por esse feito. “Temos que jogar essa final no presente, aqui e agora. O passado não conta. Contudo, estar entre os dois melhores times da América do Sul já é algo para ficar orgulhoso”, afirmou Falcioni.
Os dois times começam a disputa pelo título nesta noite, em Buenos Aires, no estádio de La Bombonera. O jogo começa às 21h50, horário de Brasília.



