Em uma classificação na raça, fica até difícil de escolher o maior golaço do Flamengo

A derrota por 4 a 2 em Florianópolis deixou o Flamengo em uma situação difícil na Copa Sul-Americana. Superada, graças a uma grande atuação dos rubro-negros contra o Figueirense em Cariacica. Não foi exatamente um jogo simples, com os catarinenses abrindo o placar e também dando calor nos minutos finais, mesmo com um jogador a menos. Ainda assim, o time de Zé Ricardo buscou uma expressiva vitória por 3 a 1, que garantiu a classificação pelos gols fora. E com direito a uma coleção de golaços. Difícil escolher o mais bonito.
Com seis minutos, veio o susto: em um lance de raça, Rafael Silva ganhou três divididas e balançou as redes. No entanto, o Flamengo demonstrou capacidade de buscar a virada antes dos 30 minutos. Everton teve a genialidade em um gol por cobertura, após ótima troca de passes. Já Jorge tirou o coelho da cartola depois de dois dribles, com um chutaço de fora da área. E a situação melhorou quando o próprio Rafael Silva recebeu o segundo amarelo, deixando o Figueira com um a menos. Permitiu o Fla partir para cima, com Alan Patrick no lugar de Márcio Araújo no início da segunda etapa.
A partir de então, o terceiro gol parecia questão de tempo. Diego, mais uma vez, aparecia bem para coordenar a linha ofensiva do Flamengo. Do outro lado, quem também dava sequência à excelente fase era o goleiro Gatito Fernandéz, acumulando defesas salvadoras. Mas o paraguaio não pôde fazer nada quando Fernandinho arrancou e soltou a bomba para selar a classificação. A partir de então, o Figueirense precisava de um gol, e martelou. Parou na defesa rubro-negra. Os cariocas asseguraram a passagem para a próxima fase graças aos gols fora de casa, com o 5 a 5 no agregado.
O Flamengo surge como um dos favoritos nas oitavas de final. O desafio não deve ser tão grande, com Real Garcilaso ou Palestino pela frente. E, na sequência do torneio, os adversários mais duros tendem a vir principalmente da Colômbia – com força máxima, representada por Atlético Nacional, Independiente Medellín, Junior de Barranquilla e o atual campeão Independiente Santa Fe. Oponentes, contudo, só a partir das semifinais. Se vislumbra uma vaga à Libertadores, a Copa Sul-Americana é um atalho. Mas deveria representar mais do que isso, a um clube de rica história, mas que anda devendo nos torneios continentais há algum tempo. A garra demonstrada contra o Figueirense serve de exemplo para a sequência, embora a conciliação de prioridades junto com o Brasileiro apareça como entrave.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo



