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Em obras, Uruguai e Venezuela brigam por vaga na Copa

De um lado um bicampeão mundial que depois de se reinventar e reencontrar as glórias precisa urgentemente de uma nova cara. Do outro uma seleção que nunca foi à Copa do Mundo e que segue em uma escala ascendente, avançando dia a dia. As realidades distintas de Uruguai e Venezuela serão colocadas frente a frente na terça-feira em um duelo que pode definir a vaga de uma das duas equipes mais à frente.

A Celeste Olímpica será visitante na tentativa de encerrar uma sequência terrível. A seleção dirigida por Óscar Tabárez soma seis jogos de Eliminatórias sem vencer. Foram quatro derrotas – Colômbia 4×0, Argentina 3×0, Bolívia 4×1 e Chile 2×0 -, e dois empates – 1 a 1 com o Equador e 1 a 1 com o lanterna Paraguai. Por isso ocupa apenas a sexta posição no torneio, com dois pontos a menos que a Venezuela. O dignóstico é óbvio: o time não está nem perto do rendimento campeão da Copa América de 2011 e algo precisa ser feito.

De folga da rodada desta sexta-feira, os uruguaios atuaram na quarta contra a França no Centenário. Mais do que a vitória por 1 a 0, o jogo serviu para Tabárez fazer algumas avaliações e reavaliações sobre a equipe, que não terá Luisito Suárez, suspenso, para a partida de terça. Contra os Bleus, o comandante uruguaio mandou a campo a equipe que deve começar o jogo com a Vinotinto. A novidade foi a inclusão de Coates como lateral direito, muito embora o jogador do Liverpool também fizesse a cobertura como zagueiro. Desta forma a Celeste teve na primeira linha Coates, Lugano, Cáceres e Maxi Pereira. No meio, um trio de volantes e um armador: Arévalo, Eguren e Álvaro Pereira fizeram a proteção, e Lodeiro foi o enganche. No ataque: Cavani e Forlán.

Não foi um ótimo desempenho, e há que se questionar a real vontade dos franceses, mas a escalação mostra que a zaga deve ser reforçada após as recentes goleadas e que Lodeiro se tornou titular absoluto. Resta saber como o Uruguai fará gols, já que a vitória veio com Luis Suárez, no segundo tempo. Ele, como já supracitado, não joga.

Do lado da Venezuela a confiança está lá em cima. Afinal de contas, a Vinotinto vem de triunfo contra a poderosa Colômbia e se prepara há 26 dias para o confronto desta sexta-feira contra a Bolívia. Foram 18 dias de treinos em Mérida, a 2.600 metros de altitude, e outros oito de trabalhos com bola em La Paz. Isso sem contar os vídeos mostrados pelo treinador César Farías, os trabalhos de posicionamento e com câmaras de alta e baixa pressão.

Evidentemente que um resultado ruim diante dos bolivianos pode alterar a maneira com que a Venezuela chega para o confronto com o Uruguai. No entanto, a consistência do time nas Eliminatórias e as preparações sempre profissionais do elenco antes dos confrontos dá muito respaldo para a espera de um novo bom resultado.

A equipe não deve ter grandes mudanças. Sempre armada em um 4-4-2 que alterna entre 4-1-4-1 e 4-2-3-1, os venezuelanos apostam em uma linha defensiva forte. Nesta sexta-feira ela deve ter Alexander González, Vizcarrondo, Cichero e Seijas, mas na terça, Tuñez, poupado para o jogo com o Uruguai, retornará ao miolo de zaga. No meio, Tomas Rincón e Agnel Flores serão os homens de contenção contra a Bolívia, mas Lucena e Feltscher, também poupado, devem voltar contra o Uruguai. Caberá a eles segurar o piano para o trabalho criativo de Cesar “Maestrico” González e do lendário Juan Arango. Já no setor ofensivo, César Farías não tem Salomon Rondón e Miku Fedor contra a Bolívia, mas pode ter contra o Uruguai. Ou seja… O desafio será grande.

Em outros tempos seria insanidade acreditar em uma Venezuela tão mais bem preparada que o Uruguai e com mais chances de classificação à Copa do Mundo. Hoje não é. O trabalho de longo prazo da Vinotinto vai rendendo frutos e o técnico parece ter seus convocados e as possibilidades da equipe cada vez mais nas mãos. Por outro lado, o campeão Tabárez sofre com as próprias ideias e o mau momento técnico de suas principais figuras. Ele precisa se reinventar e não consegue… O duelo de terça-feira promete.

Eliminatórias 2014

Os jogos desta sexta-feira:

Peru x Equador
Paraguai x Chile
Bolivia x Venezuela
Argentina x Colômbia

e os de terça-feira:

Equador x Argentina
Chile x Bolívia
Colômbia x Peru
Venezuela x Uruguai

Mais uruguaias

Nem precisou de final. Com uma vitória por 3 a 1 contra o Defensor Sporting, o Peñarol conseguiu o título da temporada 2012-13 no duelo entre campeões do Clausura e Apertura. Se La Violeta tivesse vencido, haveria um confronto de ida e volta entre os dois. Tony Pacheco foi o herói da conquista, marcando os três gols do Peñarol. O atacante de 37 anos esteve em campo durante todos os títulos aurinegros desde 1994.

Mais venezuelanas

Na Venezuela o tempo é de pré-temporada e transferências para o campeonato que se avizinha. Uma das principais notícias até agora é o retorno de Eduardo Saragó ao comando técnico de um time. Ele dirigirá o Caracas. O treinador de 31 anos foi campeão com o Deportivo Lara na temporada 2011-12.

Colombianas

Definidos os grupos dos quadrangulares finais na Colômbia. Santa Fe, Deportivo Cali, Millonarios e Once Caldas formam a chave A. Atlético Nacional, Itagüí, Tolima e Pasto a B. Os ganhadores de cada grupo se enfrentam na final.

Paraguaias

No Campeonato paraguaio o Nacional perdeu para o Sportivo Luqueño por 1 a 0, mas segue muito bem na tabela. A equipe tem 43 pontos contra 30 do Guaraní. O Cerro Porteño é o terceiro e o Libertad, o quarto.

Peruanas

O Universitario empatou por 1 a 1 com o Sport Huancayo e manteve a liderança do Descentralizado, com 31 pontos. O Sporting Cristal, que perdeu do Cienciano tem 30. Já o Real Garcilaso tem 30 também, mas três jogos a menos.

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