América do Sul

Em março, Danúbio usará uniformes com números que expõem a desigualdade de gênero

María Mincheff de Lazaroff é indissociável à história do Danúbio. Mãe dos co-fundadores e idealizadora do nome do clube, também batizou, em 2017, o estádio Jardines del Hipódromo, após uma votação entre os sócios, mesmo ano em que estreou o time feminino dos uruguaios. 

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História evocada pelo Danúbio para apresentar uma excelente ação para março, o Mês da Mulher: os números aos quais damos as costas. Durante todo o mês, os jogadores utilizarão nas costas dos uniformes estatísticas que demonstram a desigualdade de gênero no Uruguai. Por exemplo: “Apenas 19 dólares a cada 1.900 são destinados a patrocinar esportes femininos” ou “A cada 3 horas, há 12 denúncias por violência de gênero”. 

“Todo nosso elenco jogará com uma camisa que denuncia uma desigualdade. São 25 camisetas com 25 dados que revelam a desigualdade de gênero entre homens e mulheres”, disse o clube, no vídeo oficial da ação. E continuou em seu site: “Cada camiseta reflete uma realidade desigual, uma sociedade com desigualdade de gênero, com números aos quais não devemos dar as costas e que queremos que mudem. Cada um dos jogadores do nosso elenco levará em sua camiseta o que uma mulher sofre pelo simples fato de ser mulher”. 

Os dados foram retirados das organizações ONU Mulheres e InMujeres (Instituto Nacional das Mulheres do Ministério de Desenvolvimento Social da República Oriental do Uruguai). 

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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