Desfalcado, Santos abre decisão com Peñarol
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A final da Libertadores começa nesta quarta-feira e o principal personagem da semana não tem sido Neymar ou Martinuccio. O grande destaque é o vulcão chileno Puyehue, que soltou cinzas que paralisaram aeroportos em alguns pontos da América do Sul – entre eles a capital uruguaia, Montevidéu, onde será o primeiro jogo da decisão, nesta quarta.
Chegar à cidade do jogo já foi um problema, mas o Santos terá que enfrentar problemas na defesa. O capitão do time, o zagueiro Edu Dracena, foi expulso na semifinal contra o Cerro Porteño e está suspenso. Bruno Rodrigo entra em seu lugar. Os laterais Jonathan e Léo estão machucados e nem foram com o grupo para o Uruguai. Pará entra na direita e Alexssandro na esquerda.
O meia Paulo Henrique Ganso, ainda se recuperando de cirurgia, também não irá a campo e. Com isso, o técnico Muricy Ramalho deve escalar o seguinte timer para a partida de ida no estádio Centenário: Rafael; Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Alexssando; Adriano, Arouca, Elano e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo.
Depois de ter o voo para Montevidéu adiado, o Santos conseguiu chegar até com certa tranquilidade a Montevidéu. O presidente do clube comentou sobre o problema do vulcão Puyehue com bom humor: “Fucarão será o Neymar”, disse.
Por sua vez, o Peñarol estará com o time completo, com o meio-campo com Luis Aguiar, Nicolas Freitas, Mathias Corujo e Matias Mier. “O time tem coração”, afirmou Mier, em entrevista sobre o jogo. “Nosso foco é esse jogo contra o Santos”, disse ainda o jogador.
O técnico Diego Aguirre deve repetir a escalação do time das últimas duas partidas contra o Vélez na semifinal com Sosa; Alejandro González, Valdez Suárea, Guillermo Rodríguez e Darío Rodriguez; Mathias Corujo, Nicolas Freitas, Luis Aguiar e Matias Mier; Alejandro Martinuccio; Juan Manuel Oliveira.
“Não temos problemas físicos. Alonso e Urretaviscaya estão bem e estamos com todo o elenco à disposição. Não haverá surpresas”, disse o treinador. Aguirre também não quis especificar sobre qualquer tipo de marcação especial a Neymar. “Temos que prestar atenção em Neymar como se faz com um grande jogador e torcer para que não esteja muito inspirado. Não haverá surpresas”, explicou o técnico.
“Sempre dizemos que os jogos de Copa são partidas de 180 minutos e realmente são. Temos que ganhar para ir com uma diferença mínima para a partida de volta. Temos que jogar muito bem, estarmos atentos, não nos desesperarmos. Essa história vai terminar fora de casa e uma situação em princío desfavorável que víamos no começo terminou nos favorecendo. Nós percebemos a pressão emocional que significa definir em casa”, afirmou o treinador.
A partida entre Peñarol e Santos deve ter casa cheia. São esperados 57 mil pessoas no estádio Centenário. O clube uruguaio é o que tem a melhor média de público na competição. Nesta terça-feira, cerca de sete mil ingressos ainda estavam à venda.