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Conheça os candidatos a Robin Hood na Libertadores 2013

A Libertadores da América é uma das competições mais traiçoeiras do futebol mundial. Ao longo de mais de 50 anos do torneio, grandes surpresas já foram consagradas. Dois grandes exemplos de equipes menos tradicionais que foram longe são o Once Caldas, campeão em 2004 em cima do Boca Juniors, e a LDU de Quito, vencedora quatro anos depois.

Quatro clubes nesta edição de 2013 possuem elementos que levam a crer que os considerados grandes podem ter muito trabalho para vencer. Tijuana, Millonarios, Iquique e Arsenal de Sarandí podem beliscar vagas na segunda fase. Para os brasileiros, apenas o Iquique não será adversário na primeira fase.

O Corinthians irá até Bogotá para enfrentar os colombianos do Millonarios e fará a viagem até o ponto mais distante da América do Sul em toda a história para enfrentar o Tijuana. Já São Paulo e Atlético-MG enfrentam o Arsenal, em Avellaneda.

Tijuana – O atual campeão mexicano joga num clima quase desértico, força os adversários a percorrerem longo caminho até o seu estádio, o Caliente, mas tem outras armas interessantes para tentar uma boa campanha na Libertadores. Time que tem boa dose de talento, deve ser presença constante no torneio de agora em diante.

Fernando Arce pode ser considerado o destaque da equipe. Bom marcador e distribuidor de jogo, faz os Xolos serem credenciados a uma vaga no mata mata, brigando diretamente com o Millonarios. Não pense que o trunfo do Tijuana é a região em que costumam mandar seus jogos: um bocado de competência do elenco montado por Antonio “Turco” Mohamed também podem fazer a diferença.

Millonarios – A ressurreição dos Millonarios no cenário colombiano se deve quase que exclusivamente a um investimento preciso e bem aplicado na estrutura do clube. Nas décadas de 1980 e 90, foi supostamente financiado pelo cartel do tráfico local, fato que até hoje dá calafrios nos diretores da atual gestão. Entretanto, em 2013 talvez seja o ano de alçar novos voos na América.

Em 2012, a barca de Bogotá derrubou Palmeiras e Grêmio (este mais surpreendente) na Copa Sul-americana e só foi ser eliminado pelo Tigre, nas semifinais. Rentería e Cosme, destaques absolutos do elenco, apresentam futebol vistoso e rápido, duas das características marcantes da Colômbia. Os bons tempos estão de volta? Olho neles!

Arsenal de Sarandí – Gustavo Alfaro armou já em 2010 uma equipe competente e perigosa no Arsenal. Um esquema inteligente de marcação e de ataque permite a El Arse que chegue de forma letal na área do oponente. Sobretudo, se trata de um time prudente. Alfaro é adepto da famosa tática do contragolpe e em explorar o erro alheio.

Com um goleiro seguro como Campestrini, um excelente zagueiro como Lisandro López e um homem de referência como Rolle, os rapazes de Avellaneda não podem ser descartados sem que antes aprontem alguma em sua chave. O tricolor paulista e o Galo que se cuidem quando visitarem o estádio Julio Humberto Grondona, um verdadeiro alçapão. Lá, qualquer espaço é passível de estar sendo coberto pelos donos da casa.

Iquique – Os chilenos mostraram seu cartão de visitas no playoff para definir o ingresso na fase de grupos. Empatando com o León nas duas partidas, os Dragões celestes exibiram boa vocação no meio campo e uma aproximação forte com o ataque. O capitão Rodrigo “Rengo” Díaz é dono de um potente chute e não pode ter o mínimo espaço em campo, que solta a bomba.

No Tierra de Campeones, pode ser um adversário complicado, marcando por pressão no campo adversário e arrematando bastante ao gol. Se der um pouco de sorte ou não for bem anulado pelos oponentes, pode tirar pontos importantes de Peñarol e Vélez na chave 4.

 

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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