América do Sul

Começo preocupante e fim glorioso para o Peñarol

A julgar pelo início de temporada que o Peñarol teve no Clausura uruguaio, tudo levava a crer que o Defensor ou até o River Plate pudessem chegar mais longe na briga pelo título. O desfecho do campeonato mostrou a todos a força da equipe carbonera e a importância do ídolo Tony Pacheco.

O início também não foi lá muito animador para Pacheco, capitão do time. O meia lesionou a tíbia na estreia contra o Fênix e ficou cerca de três meses fora de combate, voltando antes do que a equipe médica do Peñarol previa. Esse retorno apressado devolveu a referência e a liderança ao carbonero, que arrancou e se recuperou na competição. Terminou em segundo, com 30 pontos, apenas um atrás dos líderes do Defensor.

O tira-teima contra o Defensor

Campeão do Apertura, o aurinegro precisou enfrentar o Defensor, que ergueu a taça no Clausura. Um jogo que definiria quem sairia da temporada como o grande vencedor. Qualquer uma das situações se encerraria de uma forma louvável: os Violetas não sabem o que é ser campeão desde 2008 e o Peñarol, claro, por ter passado por altos e baixos até a decisão desta terça.

A situação era a seguinte: como o Peñarol liderava na classificação geral, uma simples vitória diante do Defensor resultaria em título. Caso os Violetas vencessem, mais dois jogos seriam realizados. E foi aí que a estrela de Tony Pacheco brilhou. Plenamente recuperado de sua lesão e importantíssimo na reta final do campeonato, o meia deu um grande exemplo de superação e dedicação.

Eternamente Tony

O camisa 8 foi às redes três vezes durante o 3 a 1 e sacramentou sua oitava conquista nacional pelo clube. Em 19 anos de carreira, ele esteve em campo durante todos os títulos aurinegros desde 1994. Apenas isso já basta para que você entenda o que é o ícone de Pacheco para o torcedor mirasol. O homem que aos 37 anos conquista mais um troféu para o salão nobre do time que ele mais amou na vida. E este amor é recíproco, como toda a apaixonada torcida pode provar.

É o 49º título uruguaio do Peñarol, somando os títulos desde a era amadora no esporte do país. O Nacional está bem atrás, com apenas 42.

Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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