Com paciência, Atlético Nacional controla, mas leva gol no fim que deixa final aberta
Paciência. E inteligência. Na altitude de Quito, o Atlético Nacional jogou em busca do controle. Fez a bola correr em vez de persegui-la. Esfriou os ânimos do Independiente del Valle, fez 1 a 0 em uma das poucas chances de gol da final da Libertadores e estava conseguindo uma boa vitória fora de casa até os minutos finais. Mas os equatorianos, sem nunca desistirem de algo melhor na partida, conseguiram encontrar um gol em vacilo da defesa colombiana e levaram a decisão ainda aberta para a Colômbia.
LEIA MAIS: Nacional x Del Valle: a primeira final Merconorte e uma rara sem as potências do continente
O Independiente Del Valle bem que tentou uma pequena pressão no início da partida, mas não foi muito bem sucedido. Teve a primeira chance, em uma batida de Angulo de fora da área, que levou perigo. Mas o Atlético Nacional respondeu na mesma moeda: Borja arriscou de longe, a bola quicou no gramado e dificultou a defesa de Azcona, que não hesitou em espalmá-la para o lado.
A melhor situação dos donos da casa saiu meio sem querer. Sornoza cobrou falta pela direita, a defesa colombiana se atrapalhou um pouco e a bola bateu em Mina. Armani levou um susto, mas a agarrou no puro reflexo. Mais uma vez, o Atlético Nacional devolveu o golpe, com um chute de Macnelly Torres de fora da área, por cima do travessão.
A essa altura da partida, o Atlético Nacional já impunha o seu estilo de jogo. Tocava bastante a bola, com calma. Para freiar o ímpeto do Del Valle e também para não se desgastar. E não correr riscos. Buscava o bote certo, e ele veio em uma boa jogada de Berrío. Ele dominou na entrada da área, ganhou de Mina no corpo e bateu firme, no canto de Azcona: 1 a 0. E Marlos Moreno ainda quase ampliou, com um chute da intermediária, quando viu que Azcona estava um pouco adiantado.
Com a vantagem no placar, não havia motivo para o Atlético Nacional mudar de estratégia. Potencializou a cadência no toque de bola, quando recuperava a posse, e se defendia bem dos ataques sem imaginação do Independiente del Valle. Os equatorianos até conseguiram ocupar o campo de ataque, mas a criação foi muito fraca. Resultado: um segundo tempo de poucas emoções, em que o relógio correu devagar até o fim.
Mas, aos 42 minutos do segundo tempo, a defesa colombiana, que vinha sólida em boa parte do jogo, vacilou pela segunda vez. E o Del Valle aproveitou. Falta frontal cobrada dentro da área, Mina subiu para escorar e não alcançou. Foi o bastante, no entanto, para Armani se assustar e rebater a bola para a frente. Mina ainda chutou em cima do goleirão uma vez antes de pegar o rebote definitivo e empatar.
Diante do que foi a primeira partida da final, os dois times, se não estão totalmente satisfeitos, não têm muito do que reclamar. O Atlético Nacional naturalmente preferia vencer, mas conseguiu um empate fora de casa e joga por uma vitória simples, diante dos seus torcedores, para ser campeão. O Del Valle sabia que a missão de obrigatoriamente ganhar em Medellín seria muito difícil, e agora tem o empate com gols para se agarrar, na tentativa do inédito título. Em resumo: o título da Libertadores ainda está aberto.



