América do Sul

Cerro Porteño foi campeão paraguaio em uma das rodadas finais mais eletrizantes de que se tem notícia

Perdendo por 2 a 0, com um jogador a menos até os acréscimos e precisando empatar, o Cerro Porteño marcou duas vezes para conquistar seu 34º título

O Guaraní recebeu o Cerro Porteño com uma missão simples: precisava vencer para conquistar o Clausura do Campeonato Paraguaio. E tudo parecia muito bem encaminhado porque estava vencendo por 2 a 0, com um jogador a mais, até os acréscimos do segundo tempo. De repente, tudo mudou. Os donos da casa tiveram dois expulsos, incluindo o goleiro Gaspar Servio, e o time treinado por Arce conseguiu o empate que lhe rendeu um dos títulos mais emocionantes de que se tem registro.

Após 17 rodadas do Clausura, o Cerro Porteño havia entrado em campo com 37 pontos, dois a mais do que o Guaraní, em segundo lugar. Eram os únicos com chance de serem campeões, uma verdadeira final de pontos corridos. Vantagem ao Guaraní por atuar à frente dos seus torcedores, vantagem ao Cerro Porteño por poder empatar para levar o caneco.

A vantagem do Guaraní ficou consideravelmente maior quando Alan Benítez foi expulso aos 15 minutos do segundo tempo. Após dar um rolinho em Fernando Fernández, perdeu o controle da bola e entrou por cima na dividida com Marcos Cáceres. Chegou a levar o amarelo, mas o árbitro decidiu pelo vermelho após checar o assistente de vídeo.

E aos 36 minutos, Alfio Oviedo completou uma arrancada de Josué Colmán entre as pernas do goleiro Jean para abrir o placar. No começo do segundo tempo, Marcelo González pareceu colocar fim às esperanças do Cerro Porteño ao fazer 2 a 0 em um rápido contra-ataque.

Fernando Fernández ainda perdeu um gol feito que seria o terceiro do Guaraní. Matou no peito, saiu na pequena área, sem marcação, e encheu o pé na trave, a poucos metros de distância. De qualquer maneira, a torcida da casa fazia contagem regressiva para soltar o grito de campeão quando começou a confusão no início dos acréscimos.

Rodi Ferreira caiu no chão em uma cobrança de escanteio do Cerro Porteño e rolou para fora do campo. O espertão do goleiro e capitão do Guaraní, Gaspar Servio, puxou o companheiro de volta, com o aparente objetivo de matar mais tempo. Houve um empurra-empurra. Servio levou o segundo cartão amarelo. Em meio a confusão, Roberto Fernández também foi expulso, deixando os donos da casa com dois a menos.

Sem goleiro, e sem substituições sobrando, Marcos Cáceres precisou ir para o gol. O árbitro deu 11 minutos de acréscimo. No nono deles, Alberto Espinola descontou para o Cerro Porteño, aparecendo sozinho na entrada da pequena área. E a exatos quatro segundos do último minuto adicional, Juan Patiño apareceu na segunda trave, cabeceou para o chão e marcou o gol que levou a torcida do Cerro à completa loucura.

Ele também, inclusive. Comemorou tirando a camisa, levou o segundo cartão amarelo e foi o quarto jogador expulso em uma última rodada para os livros de história. Não que àquela altura fosse fazer diferença.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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