América do Sul

Boliviano nega intenção em cotovelada, mas reclama: “Neymar tem que respeitar seus rivais”

Neymar gastou a bola contra a Bolívia na Arena das Dunas. Abriu o placar, deu duas assistências, enfileirou adversários. Mas também irritou bastante os bolivianos. Tomou pancadas durante boa parte do tempo e, sem ser santo, revidou algumas vezes – recebendo, inclusive, cartão amarelo. O camisa 10 só saiu de campo no segundo tempo, com a cabeça sangrando, após receber uma cotovelada de Yasmani Duk. E o atacante de La Verde comentou tanto o lance quanto a postura do camisa 10 brasileiro na noite.

“Para ser o melhor jogador do mundo, ele tem que deixar de ser convencido e respeitar os seus rivais”, declarou o atacante, ao retornar à Bolívia. Claramente, os adversários sentiam como menosprezo a postura de Neymar. O estopim veio em lance no qual ele recebeu duas fortes entradas em sequência, depois de começar a passar o pé sobre a bola. O brasileiro ainda respondeu dando uma bolada em um boliviano caído, atitude que o árbitro não puniu.

Duk, entretanto, negou que tenha sido mal intencionado no lance que tirou Neymar de campo: “O futebol é um jogo de contato. Fui tentar tirar a bola, ele quis me dar uma caneta e então abri o braço. Não me dei conta da cotovelada. Nunca tive más intenções, mas infelizmente aconteceu assim. Neymar vinha sobrando para cima de todos no jogo, mas minha intenção era só tirar a bola, como deve ser no futebol. Todo mundo sabe que o futebol é assim, já me quebraram o nariz e eu não disse nada”.

Atualmente no New York Cosmos, Duk chegou a agredir um árbitro em campo em 2015, enquanto defendia o Sport Boys. Já o referido lance em que fraturou o nariz e perdeu dois dentes aconteceu durante a Copa América Centenário, quando recebeu uma cabeçada acidental do argentino Facundo Roncaglia.

Chamada Trivela FC 640X63

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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