América do Sul

Barcelona de Guayaquil oferece ajuda e presta tributos após acidente de ônibus que vitimou 12 torcedores

Os jogadores do Barcelona de Guayaquil terão um motivo a mais para se entregarem em busca das vitórias nesta sequência de temporada. Neste domingo, uma tragédia abateu o clube, após rodada pelo Campeonato Equatoriano. Um ônibus que transportava torcedores canários de volta para casa, após o empate por 1 a 1 contra o Deportivo Cuenca, sofreu um acidente na estrada que liga Cuenca e Molleturo. Presidente do Barcelona e governador da província de Guayas, o ex-goleiro José Francisco Cevallos confirmou que 12 pessoas faleceram e outras 30 ficaram feridas, encaminhadas aos hospitais da região.

Ao todo, 23 pessoas deram entrada nos hospitais de Cuenca, enquanto outras sete receberam os primeiros socorros em Molleturo, mas depois acabaram levadas a Cuenca. Ao menos três vítimas continuam em estado crítico, enquanto quatro apresentam politraumatismos por causa do acidente. As autoridades locais já iniciaram as investigações para averiguar como se deu a fatalidade. O ônibus, que estava com registros e revisões em dia, sofreu um capotamento na estrada.

Cevallos se comprometeu em abrir o Estádio Monumental Banco Pichincha, casa do Barcelona, para que se realize o velório. “Vamos render tributo a estes heróis que deixaram a vida pelo Barcelona. Vamos a Cuenca para trazer os corpos e também visitar os torcedores feridos nos hospitais”, escreveu o veterano, em suas redes sociais. Além disso, os demais clubes da primeira divisão do Campeonato Equatoriano ofereceram suas condolências. A mensagem mais marcante veio do rival Emelec, expressando seu “profundo pesar” e pedindo “paz em suas tumbas”.

A principal torcida organizada do Barcelona também se solidarizou, diante do acontecimento. Todas as vítimas eram membros da Sur Oscura. Assim, na noite deste domingo, centenas de integrantes da barra e outros torcedores se deslocaram ao Estádio Monumental, realizando uma vigília com velas e instrumentos musicais, tocados em ritmo solene. Todos ainda vestiam camisas amarelas, em referência ao clube. Homenagens que certamente seguirão nos próximos dias.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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