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Atlético Nacional assegura melhor campanha da fase de grupos com feito que não ocorria desde 77

Desde o início da campanha, o Atlético Nacional evidenciou o seu potencial na Libertadores. Independente da renovação recente, os Verdolagas mantinham o ímpeto ofensivo das últimas participações. Porém, apresentando muito mais consistência defensiva. Resultado do trabalho do técnico Reinaldo Rueda, que aprimorou o legado de Juan Carlos Osorio, dando mais consistência na proteção e fomentando a verticalidade na hora de atacar. Assim, os colombianos já garantiram o melhor desempenho da fase de grupos em 2016 – mesmo com partidas a se realizar. E com um feito que não acontecia no torneio desde 1977.

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Garantido na próxima fase, o Atlético Nacional nem se esforçou tanto diante do Huracán. O empate por 0 a 0 foi o suficiente no Estádio Atanásio Girardot, tirando o até então perfeito aproveitamento na campanha. De qualquer maneira, o placar serviu para a equipe de Medellín atingir os 16 pontos e superar o Pumas – enquanto o Toluca, ao perder para o Grêmio, também perdeu a chance de melhorar sua classificação na tabela geral. O clube colombiano pegará o pior segundo colocado nos mata-matas.

Mas impressionante mesmo é o desempenho defensivo do Atlético Nacional. A equipe não sofreu um gol sequer nas primeiras seis partidas. Não acontecia na fase de grupos há 39 anos. A primeira vez foi com o Boca Juniors, que segurou a invencibilidade de sua meta durante o início da trajetória em 1977 e caminhou ara o seu primeiro título. Os Verdolagas ainda têm o quarto melhor ataque, atrás apenas de Pumas, River Plate e Rosario Central. Predicados mais que suficientes para serem temidos nos mata-matas.

Apesar do empate, o Huracán ficou com a segunda vaga do grupo. Na outra partida da chave, o Sporting Cristal visitou o Peñarol precisando vencer e torcer por uma derrota dos argentinos. Os peruanos chegaram a ter vantagem de 3 a 1 no placar até os 25 minutos do segundo tempo, mas permitiram a virada dos carboneros por 4 a 3 – em noite de show de horrores das defesas, é verdade. Foi a primeira vez que os uruguaios tiraram uma diferença de dois tentos na Libertadores a partir do intervalo desde a mítica final de 1966, quando bateram as “galinhas” do River Plate com uma virada incrível no final. Também foi a primeira vitória dos aurinegros nesta campanha, eliminados na rodada anterior.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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