Atacante peruano teria subornado juíza para condenar jornalista

A ex-secretária da juíza peruana que condenou a apresentadora de televisão Magaly Medina por difamar o jogador Paolo Guerrero denunciou que a família do atleta teria subornado a magistrada, segundo informações publicadas neste domingo pelo jornal local “Peru.21”.
Na denúncia, apresentada ao escritório de controle da magistratura do Poder Judiciário peruano, a ex-secretária da juíza María Cabrera Vega, Margaret Huamán, afirma que familiares de Guerrero entregaram em 14 de setembro de 2009 um montante não determinado à juíza.
Além disso, o jornal indica que o fato aconteceu no domicílio do presidente da Corte Superior, César Vega, e, com isso, a denúncia também recai sobre ele.
“Posso afirmar que a decisão assumida pela juíza Cabrera não foi produto da leitura imparcial da lei nem do objetivo de corrigir a jornalista, mas foi o resultado de um suborno, produto de um ato de corrupção do que fui testemunha direta”, afirma Margaret no texto da denúncia.
Magaly, que por seu programa de televisão é conhecida no Peru como 'rainha da fofoca', veiculou em 2007 algumas imagens nas quais o atacante aparecia e que, de acordo com a apresentadora, demonstravam que ele ficou fora da concentração da seleção até altas horas da madrugada.
O atleta então denunciou a jornalista por difamação e a juíza Cabrera emitiu sentença condenando-a junto com seu produtor, Ney Guerrero, a quase três meses de prisão e o pagamento de uma indenização de US$ 71,5 mil.
Além disso, a magistrada sentenciou a jornalista a ler em seu programa uma retificação para reconhecer a falsidade da informação sobre o jogador.
Em sua denúncia, a Margaret diz que não denunciou o fato antes “por temer as ameaças e intimidações feitas pela denunciada”.
A ex-secretária informou ainda que se negou a receber um pacote do pai do jogador, José Guerrero, e que por isso a própria juíza “pegou diretamente o feixe de dinheiro envolvido em papel higiênico”.
A magistrada negou o fato e garantiu que sua ex-empregada está agindo para se vingar por não ter tido seu contrato renovado em julho deste ano, após ter cometido supostas faltas graves em suas funções.
“Ela também teve o atrevimento de tomar meu nome para se beneficiar com os pedidos que solicitou a diferentes órgãos jurisdicionais e, o que é mais grave, permitiu que pessoas alheias ao julgamento copiassem expedientes de causas reservadas”, afirmou a juíza à emissora local “Radio Programas del Perú”. (EFE)



