Argentina

Presidente de clube argentino chama barras bravas para assaltar seus próprios jogadores

Era madrugada e os jogadores do Textil Mandiyú dormiam em seus dormitórios. Até que surge um grande barulho, uma invasão. Era Jorge Abib, presidente do clube e cerca de dez barras bravas. O objetivo do grupo era tomar, mesmo que à força, dos atletas as notas promissórias por salários atrasados. A ação foi rápida, e não houve reação. O elenco entregou o que foi pedido, o que inclui as notas e alguns pertences pessoais.

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Segundo os atletas, o dirigente estaria retaliando o grupo após uma derrota por 4 a 1 para o Sarmiento de Resistência, resultado que acabou com as chances de promoção do Textil Mandiyú para a B Nacional (segunda divisão). Abib se defende dizendo que não estava acompanhado de barras bravas, mas de membros da comissão técnica.

Mesmo que fosse verdade (ainda que seja difícil de acreditar que os jogadores não saibam diferenciar seus treinadores de torcedores organizados), o cartola não explica o porquê de realizar a ação de madrugada. Nem é convincente em dizer qual a situação dos salários dos jogadores.

O Textil Mandiyú joga no Federal A, torneio entre as equipes do interior equivalente à terceira divisão argentina. O clube da cidade de Corrientes foi fundado em 1998 por torcedores e dirigentes do Deportivo Mandiyú, clube que faliu em 1995 após investir pesado em uma grande campanha na primeira divisão. Na época, a equipe contou com Goycochea no gol e Diego Maradona como técnico.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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