Argentina

O River perdeu de novo e, com um empate em seu jogo, o Boca vai à final da Copa Diego Maradona

Entre uma partida e outra pelas semifinais da Libertadores, Boca Juniors e River Plate encararam neste sábado uma rodada decisiva na Copa Diego Armando Maradona. Os dois rivais disputaram jogos paralelos, em que três times envolvidos tinham chances de avançar à decisão. E os xeneizes riram por último, mesmo sem a vitória. No Estádio Diego Armando Maradona, o Boca cedeu o placar de 2 a 2 contra o Argentinos Juniors no fim, o que não impediu a classificação. Quem ajudou foi o Independiente, que não tinha mais chances e derrotou outra vez um River irreconhecível. O Rojo fez 2 a 0 no Estádio Florencio Sola, em Banfield.

O Boca Juniors entrou com uma equipe praticamente reserva para enfrentar o Argentinos Juniors, pensando no reencontro com o Santos na Vila Belmiro. Apenas Eduardo Salvio e Leonardo Jara permaneceram na equipe de Miguel Ángel Russo. E o Argentinos Juniors impôs dificuldades em La Paternal. Diego Sosa abriu o placar para o Bicho Colorado aos dez minutos, pegando na veia o cruzamento de Gabriel Hauche. O Boca empatou com Mauro Zárate, aos 24, completando um passe magistral de Edwin Cardona. E a virada só não saiu antes do intervalo porque Ramón Ábila escorregou na cobrança de um pênalti, mandando por cima da meta. Do outro lado, Miguel Torrén havia acertado uma cobrança de falta no travessão de Agustín Rossi.

Neste momento, a partida do River Plate já se definia no Florencio Sola. Diferentemente dos rivais, Marcelo Gallardo preservou boa parte de sua base titular, com seis jogadores que começaram a partida contra o Palmeiras. De novo, os millonarios se perderam em campo. O garoto Alan Velasco, de 18 anos, seria o carrasco do clube de Núñez. Depois de um início de jogo lá e cá, com bons ataques de ambos os times, o ponta aproveitou o momento em que o Rojo crescia para abrir o placar com um golaço. Aos 25, Velasco deixou o capitão Leonardo Ponzio no chão com um drible e bateu de fora da área, no ângulo de Franco Armani. O garoto ampliou aos 40, em outra batida de longe, desta vez com falha do goleiro.

O River Plate tinha começado a rodada na liderança. Com a derrota, Boca ou Argentinos ultrapassariam os millonarios. Quem vencesse passaria à final, enquanto o empate beneficiava os xeneizes. Foi o que aconteceu. O Boca Juniors virou aos 16, na redenção de Wanchope Ábila. Depois de um recuo bizarro dos adversários, o centroavante driblou o goleiro e um zagueiro, antes de mandar às redes vazias. Alguns titulares xeneizes saíram do banco e o Bicho Colorado ameaçou, com o empate aos 42, num chute seco de Fausto Vera de fora da área. Logo depois do gol, um apagão tomou o estádio em La Paternal e esfriou a reação dos anfitriões. No fim, os boquenses preservaram o resultado que os favorecia.

O River Plate ainda poderia se classificar se arrancasse a vitória em Banfield. O time partiu para cima e Gallardo acionou alguns titulares habituais que estavam em seu banco de reservas, como Nicolás de la Cruz e Matías Suárez. Nem assim os millonarios conseguiram se reerguer. O clube de Núñez perdeu uma série de oportunidades, com Rafael Santos Borré desperdiçando um lance com o gol aberto e o goleiro Sebastián Sosa operando um milagre diante de Cristian Ferreira já nos acréscimos. Como se não bastasse, Gallardo ainda terminou expulso ao discutir com a arbitragem. A nova derrota ampliou a semana desastrosa do River.

O Boca Juniors avança à final com nove pontos em cinco jogos. Os xeneizes ultrapassaram o River Plate, que ficou com oito pontos, igualado ao Argentinos Juniors. A decisão da Copa Diego Maradona acontecerá em San Juan, contra o vencedor do Grupo B – Banfield, Talleres e Gimnasia de La Plata vão à rodada final com chances. Pela ligação com o patrono da taça, o Boca tem um motivo a mais para tentar ser campeão. E seria bem legal se o adversário fosse o Gimnasia, último time treinado por Maradona.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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