Argentina

O paradoxo do retrospecto

Argentinos e alemães realizam nesta quarta-feira, em Frankfurt, a 20ª partida entre eles na história. Ao todo, foram oito vitórias argentas, cinco empates e seis vitórias germânicas. Embora o retrospecto seja levemente favorável aos portenhos, certamente, foram eles quem mais sofreram pelas derrotas sofridas, vide a última.

Vejamos. A primeira partida entre as duas seleções foi disputada na Copa do Mundo Suécia 1958. À época, os alemães levaram a melhor: 3 a 1, de virada. Os selecionados se encontrariam novamente na Copa do Mundo Inglaterra 1966, desta vez, ficaram no zero a zero.

Em 1973, as equipes disputaram um amistoso em Munique, na Alemanha, e os argentinos venceram por 3 a 2. Sorte esta que não se repetiu quatro anos mais tarde, na Bombonera. A seleção treinada por César Luis Menotti perdeu por 3 a 1.

Alemanha venceria também outro amistoso, por 2 a 1, disputado em Berlim, em 1979. Dois anos posterior, especificamente na Copa Ouro, disputada no Uruguai, os portenhos venceram, de virada, por 2 a 1. No ano seguinte, as seleções se enfrentaram num amistoso de preparação para o Mundial da Espanha, no Monumental de Núñez: 1 a 1.

Em 1984, a Argentina, com Carlos Bilardo como técnico, venceu os germânicos por 3 a 1. Mas foi na Copa do Mundo México 1986 que os argentinos mais comemoraram a vitória ante os alemães: 3 a 2, Argentina campeã.

No ano seguinte, os portenhos venceram novamente, desta vez, no estádio do Vélez Sarsfield, o José Amalfitani, 1 a 0. Em 1988, seleções se enfrentaram pela Copa Quatro Nações, em Berlim: 1 a 0 para a Alemanha. Mas a verdadeira revanche veio em 1990, na Copa da Itália: os germânicos foram campeões ante os argentinos: 1 a 0.

Três anos posterior, as seleções voltaram a se enfrentar, os sul-americanos venceram por 2 a 1, em Miami. E após um hiato de nove anos sem se enfrentarem, os argentos derrotaram os alemães por 1 a 0, em Stuttgart.

Em 2005, as seleções jogaram entre si duas vezes, com dois empates em 2 a 2. O primeiro, num amistoso em Düsseldorf, e o outro pela Copa das Confederações.

Na Copa do Mundo Alemanha 2006, os anfitriões eliminaram os argentinos nos pênaltis, por 4 a 2, após o empate em 1 a 1, no tempo normal e na prorrogação. Talvez uma das eliminações recentes mais doloridas. Messi, só para citá-lo, assistia do banco a Albiceleste abrir o placar e dominar a partida, mas no final, as lágrimas não foram de alegria.

Antes da Copa do Mundo África do Sul 2010, as seleções se encontraram num amistoso em 2010, em Munique: a Albiceleste venceu por 1 a 0. Mas pouco mais de cem dias depois, veio o troco alemão, com juros: 4 a 0. Desta forma, os argentinos deram adeus ao Mundial e até hoje de forma velada juntam os cacos. Em outras palavras, os números não refletem o peso de cada partida. Pior para os argentinos.

iDieguito!

Um Maradona está para chegar à Argentina. Maradona, neste caso, não trata-se de um sinônimo para Dios, ou algo semelhante, mas  Diego Armando Sinagra Maradona, ou Diego Junior, filho de Diego Maradona com a napolitana Cristiana Sinagra.  O meia pode acertar com El Porvenir, que disputa a Primera C Metropolitana (equivalente a Quarta Divisão) do futebol argentino. Contudo, precisa resolver antes sua situação no Mari, pequeno clube de Nápoles, visto que ele já havia acertado e agora tentará rescindir para jogar na terra do pai.

Novamente?

A Uefa divulgou nesta terça-feira a lista dos finalistas que disputam o prêmio de melhor jogador da Europa. Nela constam: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Andrés Iniesta. O resultado será apresentado no próximo dia 30, em Mônaco. Lio conquistou o prêmio na última temporada.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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