Argentina

No primeiro jogo oficial em seu reerguido estádio, o Estudiantes proporcionou um recebimento inesquecível

O Estudiantes já inaugurara o seu reerguido estádio algumas semanas atrás, mas a torcida ainda aguardava a primeira partida oficial no Jorge Luis Hirschi. Neste sábado, enfim, a espera terminou com o duelo diante do Atlético Tucumán, pelo Campeonato Argentino. E a histórica cancha ganhou um recebimento digno, com enorme festa pincharrata antes que a bola rolasse. Para ficar gravado na memória.

Durante a entrada dos jogadores, os quatro setores do estádio vibravam demais. A casa pintada em vermelho e branco tinha trapos, bandeiras, fumaça colorida. Depois, esticaram-se bandeirões em todas as quatro tribunas. Havia referências ao mascote, ao escudo, aos maiores títulos e à volta para casa. Até mesmo os camarotes ficaram cobertos, enquanto os fogos de artifício queimavam ao redor.

O primeiro gol oficial do novo Jorge Luis Hirschi foi anotado por Ángel González. Depois de uma envolvente troca de passes do Estudiantes, uma sobra de bola ficou com o camisa 8, que guardou. Uma pena que a vitória não veio aos pincharratas. O Atlético Tucumán buscou o empate por 1 a 1, graças a um gol de Marcelo Ortiz a 15 minutos do fim. A equipe de La Plata ocupa a décima colocação no Campeonato Argentino. Anunciado recentemente pelos alvirrubros, Javier Mascherano estreará apenas em 2020.

Antigos ídolos da equipe tricampeã da Libertadores na década de 1960 foram convidados de honra e chegaram ao estádio ao lado dos jogadores. Já o destaque ficou para uma estátua de Carlos Bilardo, presente à beira do campo. Colocaram até mesmo um folclórico balde de champanhe para celebrar o antigo jogador e treinador, atualmente em delicado estado de saúde por conta de uma doença degenerativa. A memória se preserva, sob a expectativa de um grande futuro aos pincharratas.

 

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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