Argentina

Nem a quimioterapia impediu Jonás Gutiérrez de correr uma maratona

Jonás Gutiérrez tem demonstrado muita coragem na maneira como vem lutando contra seu câncer no testículo, que revelou publicamente no mês passado. Depois de deixar a Inglaterra e retornar à Argentina para tratar a doença, pagando o tratamento do próprio bolso, não se deixou abater pela dispensa do Newcastle e tem usado sua imagem para contribuir com a conscientização sobre o câncer. Neste domingo, deu o maior passo até agora: correu a Maratona de Buenos Aires para evidenciar o trabalho feito pela Fuca (Fundação para a Investigação, Ensino e Prevenção do Câncer).

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Mesmo tratando o câncer com sessões de quimioterapia, o jogador foi capaz de correr todos os 42 quilômetros da Maratona de Buenos Aires, que contou com mais cerca de 10 mil pessoas. Gutiérrez resolveu participar da corrida para ajudar a levantar fundos para a Fuca, fundação que ajuda a combater o câncer há mais de 30 anos na Argentina.

A camisa utilizada por Jonás durante a corrida trazia no peito um desenho, e, conforme o jogador suava, uma mensagem aparecia sobre ela: “O câncer é invisível, detecte-o a tempo”. Além disso, a participação do atleta na maratona foi cercada de ações da Fuca, que criou, por exemplo, a hashtag #CorroConJonas, chamando a atenção para a presença do argentino no evento.

Jonás Gutiérrez entende que como figura pública pode ter um impacto significativo na vida de pessoas que passam por problema parecido com o que ele tem passado. É por essa consciência e, sobretudo, pelo esforço e luta que tem apresentado, que merece todas as homenagens e mensagens de apoio que tem recebido de ex-companheiros de Newcastle, do próprio clube (apesar da dispensa) e, mais recentemente, da seleção argentina. Todos correm com quem tem esse tipo de atitude.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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