ArgentinaEliminatórias da Copa

Já é decisão: Torcida na Bombonera canta hino nacional e ‘Vamos vamos, Argentina’ após jogo do Boca

Em um momento tão difícil para a Argentina nas Eliminatórias da Copa, La Bombonera foi escolhida a dedo para a redenção do time de Jorge Sampaoli na reta final da campanha. Que o retrospecto no local não seja tão bom, especialmente contra o Peru, a federação decidiu apostar no calor da torcida para tentar intimidar os visitantes. E os xeneizes se mostraram animados com a partida internacional que os aguarda. Neste domingo, o Boca Juniors goleou o Godoy Cruz em sua casa por 4 a 1. E um dos momentos mais marcantes veio depois do apito inicial, quando as arquibancadas cantarolaram o hino nacional.

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Pode-se dizer que foi um ensaio dos xeneizes, considerando que a melodia não saiu com a potência que se espera da barra. Ainda assim, o gesto dimensiona bem como os torcedores estão contagiados pela “convocação” para uma partida de tamanha importância. Além disso, em meio à euforia pelo resultado, também se esboçou o clássico “Vamos vamos, Argentina / vamos vamos, a ganar / que esta barra, quilombera / no te deja no te deja de alentar”. Enquanto a bola rolou, o time de Guillermo Schelotto não deixou pedra sobre pedra. Goleou o Godoy Cruz de virada, com tentos de Pablo Pérez (duas vezes), Cristian Pavón e Nahitan Nández.

Schelotto, aliás, exaltou a atmosfera vista na Bombonera durante a rodada do domingo: “Como jogador, a sensação que tínhamos era de um apoio inigualável. É preciso ver se as pessoas conseguem esta atmosfera contra o Peru. Eu creio que, pelo estilo do estádio, vão conseguir. Este estádio gera isso: intimida o rival e nos motiva”. O jogo decisivo entre argentinos e peruanos acontece no próximo dia 5 de outubro. As duas equipes aparecem com 24 pontos nas Eliminatórias, mas os Incas possuem vantagem nos critérios de desempate, com mais gols marcados.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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