Argentina

Governo argentino teria pressionado por “novo campeonato”

A mudança estrutural no Campeonato Argentino, anunciada nesta segunda-feira, teve mais detalhes descobertos. Nesta terça-feira, vários dirigentes de clubes afirmaram que o governo argentino fez pressão para que o novo formato fosse aprovado pelos clubes.

“Grondona nos disse que não tinha muita margem para negociar. Foi chamado à sede do governo para implementar já esse formato”, disse Nicolás Russo, presidente do Lanús. Ele confirmou também que quase todos os clubes concordam com a mudança. “90% das equipes da primeira divisão estão de acordo com o novo campeonato. Muitas vezes, não fazemos o que queremos, mas sim o que podemos. O futebol é dependente das receitas da televisão”.

Outro a afirmar que houve interferência externa foi Julio Baldomar, vice-presidente do Vélez Sarsfield. “Isso vem de fora da AFA. Com o que aconteceu, descemos todos os clubes da primeira divisão”.

O presidente do Rosario Central, Norberto Speciale, foi ainda mais além. “Essa proposta é exclusivamente econômica e vem desde o governo”, disse.

Alguns dirigentes se abstiveram na votação que determinou a mudança. É o caso de Guillermo Lorente, presidente do Newell´s Old Boys. “Observei como a grande maioria aceitava as propostas de Grondona, e creio que as quatro abstenções que houveram não foram algo menor. Me sinto tranquilo e feliz com a decisão que tomei. Foi a mais prudente”, explicou.

O membro do governo que conversou com Julio Grondona foi Carlos Zannini, secretário legal e técnico da presidência, que pressionou pela mudança e também pela transmissão da B Nacional nessa temporada. A intenção da Casa Rosada é transmitir pela televisão pública todas as partidas do River Plate na segunda divisão.

A decisão final sobre a mudança no formato do Campeonato Argentino acontece no dia 18 de outubro, mas poucos acreditam que algo será modificado até lá.

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