Argentina

Gol no Superclássico valeu idolatria instantânea e BMW por um mês para garoto do Boca

No prelúdio dos dois grandes duelos que decidirão quem avança para as quartas de final da Copa Libertadores, Boca Juniors e River Plate enfrentaram-se neste domingo, pelo Campeonato Argentino. Até os 39 minutos do segundo tempo, ninguém havia conseguido balançar a rede, até que Cristian Pavón, garoto de apenas 19 anos dos Xeneizes, completou uma jogada dramática com um chute forte, cruzado, abrindo o placar e possibilitando o triunfo por 2 a 0 dos donos da casa. Mais do que a felicidade pelo gol marcante, o moleque tinha um outro belo motivo para a efusividade que demonstrou: uma BMW.

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A corrida empolgada em direção ao banco de reservas terminou com a simulação de que estava dirigindo um carro, em direção a Guillermo Sara. Pavón havia entrado em campo apenas aos 22 minutos do segundo tempo, e seu gol aos 39 abriu as porteiras para o Boca, que dois minutos depois fechou o placar com o tento de Pablo Pérez. Após o jogo, o novo herói boquense explicou a comemoração, contou a história da aposta que lhe rendeu a BMW e demonstrou autoconfiança de sobra. “Eu estava no banco e disse ao Sara que iria fazer um gol. Por isso fui abraçá-lo. Além disso, havia apostado com o filho do meu agente que, se fizesse um gol, ele teria que me emprestar a BMW por um mês”, revelou.

O técnico Rodolfo Arruabarrena é adepto da ideia de que um clube competitivo não tem uma equipe titular e outra reserva. Repetir escalação não é com ele, e a alternância nos nomes, mantendo apenas o esquema 4-3-3, tem dado certo para o Boca Juniors, que lidera o Argentinão com oito vitórias e três empates e teve a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores. Isso significa que maio pode ser um mês fantástico para o jovem Pavón não só pelo carrão com que andará por aí, mas também pela chance de, com o bonito gol de domingo, ter cavado seu espaço na equipe para os duelos decisivos com o River pela competição continental. E pensar que, segundo o agente do jogador, o garoto quase foi para os Millonarios antes de acertar com o Boca em julho do ano passado.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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