Argentina

É difícil entender o que Lux imaginou ao pegar a bola com a mão na intermediária

O River Plate, definitivamente, não atravessa um bom momento. A eliminação na Copa Libertadores, tomando a virada impensável do Lanús, foi o ápice da derrocada dos Millonarios. Mas não acabou por aí. No final de semana seguinte, o time de Marcelo Gallardo perdeu o clássico para o Boca Juniors em pleno Monumental. Até bateu o Deportivo Morón, da segunda divisão, nas semifinais da Copa Argentina. Ainda assim, a draga se seguiu neste sábado, em mais um jogo grande, visitando o Independiente em Avellaneda. O River perdeu para o Rojo por 1 a 0, em partida na qual Germán Lux tem enorme culpa no cartório.

Um dos reforços trazidos justamente para a Libertadores, Lux possui experiência, mas não quer dizer que é um goleiro confiável. Vem sendo bastante criticado pelos maus resultados. E nesta rodada protagonizou um lance completamente inexplicável, aos 18 minutos de jogo. Após um lançamento longo de Fernando Amorebieta, o veterano saiu da área para interceptar. Mas perdeu o tempo de bola e resolveu agarrá-la – a uns seis metros de distância da grande área. Obviamente, acabou expulso. Com um a menos durante tanto tempo, os Millonarios acabaram cedendo o resultado ao Independiente. Nicolás Domingo fez o gol da vitória aos 37 do segunda etapa.

Lux deixou o campo claramente inconformado com a besteira que cometeu. “Germán estava muito triste no vestiário, e não era para menos. Depois do que ele viveu, de tudo o que vem se falando… Há muitas coisas mal intencionadas. Quando tudo é negativo, te pegam meio desestabilizado. Lamentavelmente, hoje ele tomou uma decisão ruim. Todos erramos, mas a posição do goleiro é ingrata, quando você se equivoca, acaba pagando. Precisamos estar serenos, não buscar bodes expiatórios”, comentou Gallardo, após a partida. Sem vencer há seis rodadas, o River é apenas o 15° colocado no Campeonato Argentino. O único alento resta na Copa Argentina, na qual disputará a decisão contra o Atlético Tucumán.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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