Argentina: muita confusão e Vélez campeão
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Sobrou emoção na decisão do Clausura na Argentina. Em um jogo cheio de polêmicas, o Vélez Sársfield venceu o Huracán por 1 a 0 e conquistou seu sétimo título nacional. O principal responsável pela vitória foi o atacante Maxi Morález, autor do gol da vitória aos 39 minutos do segundo tempo.
Em um confronto direto de líder e vice-líder na última rodada, o Vélez precisava vencer para ultrapassar o adversário na classificação. No entanto, a primeira boa oportunidade foi criada pelo Huracán. Aos 8 minutos de jogo, Dominguez desviou de cabeça um cruzamento da esquerda. O jogador estava em posição legal, mas o árbitro anulou erradamente por impedimento.
Onze minutos depois, o encontro foi interrompido. Uma forte chuva de granizo caiu sobre o estádio José Amalfitani e as equipes voltaram aos vestiários enquanto não houvesse condições de jogo.
Com o reinício da partida, o Vélez passou a criar as melhores oportunidades. O momento mais agudo ocorreu aos 24 minutos do primeiro tempo. López teve um pênalti à disposição, mas Monzón espalmou para escanteio. No lance seguinte, Araújo salvou em cima da linha. O Huracán acertou o travessão adversário aos 44 minutos.
No segundo tempo, o Vélez intensificou sua pressão. As condições ruins do gamado e o nervosismo dos jogadores das duas equipes impediram que a partida fosse tecnicamente boa.
Assim, o gol surgiu mais na garra do que na técnica. Aos 39 minutos, Larrivey e Monzón se chocaram e a bola sobrou para Maxi Morález, que tocou para o gol do Globo. Na comemoração, o jogador foi expulso por tirar sua camisa.
Com um a mais e precisando do empate, o Globo passou a buscar o gol. O jogos e tornou violento, com confusão entre torcedores e policiais nas arquibancadas e várias interrupções em campo por rixas entre jogadores. A partida foi até os 59 minutos do segundo tempo, mas o Huracán não conseguiu a igualdade.
Com a vitória, o Vélez pulou a 40 pontos, dois a mais que Huracán e Lanús. Foi o sétimo título argentino do clube, o primeiro desde o Clausura 2005. O Globo continua em seu longo jejum. O último título foi no metropolitano (primeiro semestre) de 1973.