Argentina

Após dois anos de espera, a torcida do Newell’s fez um banderazo inesquecível antes do clássico rosarino

Mais de 30 mil torcedores leprosos compareceram às arquibancadas para apoiar a equipe no treino antes do clássico contra o Rosario Central

Uma tradição em diferentes países sul-americanos é o chamado “banderazo”. Antes de um clássico, sobretudo no estádio rival, a torcida lota a sua própria casa para incentivar seus jogadores no treino preparatório. O Newell’s Old Boys tem imensa história nesse tipo de ação, praticada por sua torcida de forma pioneira desde 1996. No entanto, por conta da pandemia, os banderazos não aconteceram nos últimos dois anos. Assim, havia muita energia guardada para apoiar o time no treino desta quinta-feira, antes do clássico contra o Rosario Central no domingo, pela Copa da Liga Argentina. Foram cenas fantásticas no Estádio Marcelo Bielsa.

Mais de 30 mil pessoas compareceram às arquibancadas, quando as previsões iniciais calculavam 15 mil presentes. O estádio começou a receber gente horas antes que o treino começasse e o que se viu foi um verdadeiro espetáculo. Bandeirões, sinalizadores e cânticos regeram as atividades dos jogadores do Newell’s. Além disso, em outras cidades, a torcida também se reuniu. Por exemplo, no Obelisco de Buenos Aires, torcedores leprosos fizeram uma festa menor no mesmo horário marcado ao banderazo rosarino.

O clássico no Gigante de Arroyito acontecerá no próximo domingo. Foram vendidos 45 mil ingressos para a partida. Será a chance para a torcida do Rosario Central também dar a sua resposta. Naquele que é considerado o clássico mais ferrenho da Argentina, os torcedores sublinham como a grandeza de uma rivalidade não se limita às quatro linhas.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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