Argentina

A consequência do sucesso

Angel Cappa quase conseguiu levar o Huracán ao título do Clausura. O Globo chegou à última rodada precisando de um empate contra o Vélez e acabou perdendo. E agora? O Huracán será favorito no Apertura que começa nesta sexta-feira? Se o mercado do futebol não fosse tão intenso, a resposta seria ‘sim’. Todavia, vários jogadores considerados titulares foram embora e outros ainda podem sair. Não bastasse isso, Cappa demonstrou vontade em dizer ‘adeus’. Parece que não veremos uma repetição do que houve no primeiro semestre.

Os dois laterais se transferiram para a Grécia. Araujo, que atuava pelo lado direito, é o novo reforço do AEK. Já seu ex-companheiro Arano assinou contrato com o Aris Salónica, equipe derrotada pelo Boca em um amistoso realizado neste mês. Inclusive, Arano foi titular nesta partida. Junto com ele, atuaram outros jogadores bem conhecidos do torcedor argentino: o zagueiro Nasuti (ex-River), o meia Gracián (ex-Vélez e Boca), o atacante ‘Loco’ Abreu (ex-San Lorenzo e River) e o atacante Cámpora (artilheiro do Apertura 2005 pelo Tiro Federal).

Leandro Diaz voltou para o Boca, clube dono de seu passe. O volante está fazendo a pré-temporada com os Xeneizes, mas o Huracán ainda quer tê-lo durante mais um período. Em relação ao ataque, também houve um enfraquecimento: Pastore se transferiu para o Palermo-ITA e Nieto foi parar no Colón.

E pode aumentar ainda mais o número de perdas no Huracán. O volante Toranzo, cujo passe pertence ao River, ainda não sabe do seu futuro. Seu desejo é atuar pelo Globo no Apertura, mas, segundo ele, o único que pode resolver a situação é seu representante. De Federico, meia que defendeu a seleção contra o Panamá em maio, já deu entrevistas como atleta do Corinthians, mas sua contratação ainda não foi anunciada oficialmente.

Como era de se imaginar, esse desmanche deixou Cappa contrariado. Uma frase dita por ele resume bem o atual momento: “Nunca me passou pela cabeça renunciar, mas se a equipe se desmantela e, além disso, faltam poucos dias para o começo do torneio, não me deixam opção”. O treinador ainda declarou que sabe do esforço da diretoria em tentar manter o restante do elenco, mas sabe que a falta de dinheiro no cofre atrapalha.

Atravessar o Atlântico faz bem

O jeito é jogar na Europa. Desde que Maradona foi contratado para ser o técnico, a seleção argentina só conseguiu vitórias no ‘velho continente’. A última vítima foi a Rússia, que perdeu por 3 x 2. Porém, desta vez a equipe sul-americana viveu uma situação diferente: teve que virar o placar, aberto aos 17 minutos do primeiro tempo pelos anfitriões. Contra a Escócia e a França, a Argentina havia ganho sem sofrer gol (1 x 0 e 2 x 0, respectivamente). Só não podemos nos esquecer que os triunfos na Europa foram conquistados em amistosos.

Dois destaques do confronto passado foram o atacante Lisandro López e o meio-campo Dátolo. López começou no banco e entrou em campo no intervalo, quando o resultado era de 1 x 1. Aos 40 segundos da etapa final, ele marcou o seu primeiro gol com a camisa ‘albiceleste’. Cena semelhante ocorreu com Dátolo: entrou em campo aos 13 para marcar seu primeiro gol pela Argentina aos 14. A diferença é que Dátolo estava fazendo sua estreia naquele dia.

Não é só o resultado da última partida que está deixando Maradona animado para o clássico diante do Brasil, no dia 5 de setembro, em Rosario. Contra o rival, ele deverá ter à disposição alguns nomes que não tinham condições de enfrentar a Rússia, como Gago, Verón, Tevez e Messi. Aliás, Messi foi convocado para o jogo passado e chegou a ir ao estádio do Lokomotiv Moscou. O problema é que o atleta do Barcelona sentiu uma mialgia na perna direita em um treinamento realizado na véspera e teve que ficar de fora.

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Equipe Trivela

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