América do Sul

Após seguidas lesões, Jackson Martínez anunciou o fim de sua carreira aos 34 anos

Neste final de semana, Jackson Martínez confirmou seu adeus do futebol. O centroavante de 34 anos passou os últimos meses sem clube, ao deixar o Portimonense em agosto. Sua vontade era a de retornar ao Independiente Medellín, onde iniciou a carreira, mas o colombiano acabou pendurando as chuteiras diante da falta de perspectivas. Com muitas lesões nos últimos anos, principalmente no tornozelo, Martínez preferiu descansar. Embora não tenha aproveitado a grande oportunidade no Atlético de Madrid, o veterano construiu uma história respeitável, sobretudo com a camisa do Porto e também na seleção da Colômbia.

Filho de um ex-jogador da segundona colombiana, Jackson Martínez teve seu primeiro destaque no Independiente Medellín. O centroavante viveu bons momentos com o DIM, especialmente ao liderar a conquista do Torneio Finalización de 2009. O jovem anotou gols nas duas partidas decisivas, terminando a campanha como artilheiro, autor de 18 tentos. Neste momento, Martínez arrumou as malas e se juntou ao Jaguares de Chiapas. Registrou ótimos números no México e, neste período, disputou sua primeira competição internacional com a Colômbia, presente na Copa América de 2011.

O ápice de Jackson Martínez veio logo depois, com a camisa do Porto. Contratado em 2012/13, o centroavante tinha a árdua missão de ocupar a lacuna deixada pouco antes pelo compatriota Radamel Falcao García. O desempenho de Martínez seria excelente, empilhando bolas nas redes. Além da enorme presença de área, o colombiano também se destacava por seus lances acrobáticos, especialmente os voleios. Foram 94 tentos em 143 aparições com os portistas, 67 deles pelo Campeonato Português. Foi artilheiro da liga em três anos consecutivos, mesmo faturando o troféu apenas na primeira temporada. Em alta, participou da histórica campanha da Colômbia na Copa do Mundo de 2014 e anotou dois gols, ambos na vitória sobre o Japão na fase de grupos.

O problema é que, quando Jackson Martínez parecia pronto a chegar ao topo da Europa, sua carreira começou a definhar. O colombiano se mudaria a outro antigo clube de Falcao García, o Atlético de Madrid, embora visto como reposição a Diego Costa e Mario Mandzukic. Levado a peso de ouro em 2015/16, em transação que custou €35 milhões, não emplacaria na Espanha. Pior que a falta de rendimento foi a séria lesão que sofreu no tornozelo, ainda em novembro de 2015. Sofrendo em sua recuperação, o centroavante deixaria os colchoneros com apenas três gols em 22 partidas.

Depois disso, no início 2016, Jackson Martínez seguiu ao Guangzhou Evergrande. O negócio até garantiu lucro ao Atleti, ao custo de €42 milhões. O atacante ganhou dinheiro e também títulos na China, mas como um coadjuvante que mal entrou em campo por conta das contusões e cirurgias. Foram três temporadas por lá, com só 16 partidas disputadas. Assim, também deixou de ser convocado à seleção colombiana e não figurou na Copa de 2018.

A tentativa de voltar aos holofotes aconteceu em Portugal, através do Portimonense. Jackson Martínez fez uma boa temporada em 2018/19, com nove gols, e foi comprado em definitivo. Todavia, as lesões voltaram a persegui-lo e, em meio à contenção de gastos provocada pela pandemia, ele seria dispensado. Também não teve acordo para voltar ao DIM e, depois de conversar com a família, preferiu pendurar as chuteiras.

Jackson Martínez se despede do futebol com marcas interessantes. Foi artilheiro e campeão em seu país, assim como em Portugal. A tripla artilharia com o Porto é outro feito notável. Além disso, merece ser lembrado como um coadjuvante na grande geração dos Cafeteros em 2014. A melhor oportunidade parece ter chegado tarde demais, até pelos problemas físicos acumulados aos 29 anos. Mesmo assim, o artilheiro fez o suficiente para deixar seu nome gravado no Atanásio Girardot e no Estádio do Dragão.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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