América do Sul

Aos 48 do segundo tempo, Maxi Gómez garantiu uma vitória imensa ao Uruguai logo na abertura das Eliminatórias

Maxi Gómez não possui a qualidade de Luis Suárez ou Edinson Cavani, mas é o herdeiro direto de ambos no ataque da seleção uruguaia. O centroavante tem seu destaque no Valencia e ganhou espaço com Óscar Tabárez ao longo dos últimos anos. Nesta quinta-feira, ele assumiu o papel de protagonista, para garantir logo de cara uma imensa vitória ao Uruguai na abertura das Eliminatórias para a Copa de 2022. O Chile incomodava no Centenário e tinha motivos para se queixar da arbitragem. Todavia, aos 48 do segundo tempo, Maxi acertou um chutaço e determinou o triunfo charrua por 2 a 1.

O primeiro tempo guardaria o domínio do Uruguai, por mais que Alexis Sánchez tenha colocado Martín Campaña para trabalhar logo no primeiro minuto. A Celeste fazia uma atuação segura e levava muito mais perigo em seus avanços, ainda que sem tanto volume ofensivo. O time da casa poderia abrir o placar aos dez, em bomba de Federico Valverde. O goleiro Gabriel Arias deu um leve desvio e o tiro ainda bateu no travessão.

Mantendo o controle da partida, o Uruguai chegaria ao gol com 39 minutos. Brian Rodríguez fez a jogada pela direita e, na linha de fundo, buscou o cruzamento. A bola bateu no corpo de Sebastián Vegas e também no braço aberto do zagueiro. Após a conferência no VAR, a arbitragem marcou corretamente a infração. Na cobrança, Luis Suárez chutou com muita tranquilidade e apenas deslocou o goleiro Arias.

Na volta ao segundo tempo, o Chile demonstraria muito mais atitude e pressionaria o Uruguai até o empate, aos nove minutos. Charles Aránguiz avançou pelo meio após linda tabela com Eduardo Vargas e a zaga uruguaia só assistiu. O volante, então, enfiou o passe e Alexis Sánchez infiltrou-se na área para definir. O Uruguai perdeu a consistência que se via no primeiro tempo e demoraria a reagir, mesmo com as mudanças de Óscar Tabárez. Giorgian de Arrascaeta tentaria uma bicicleta, sem grandes efeitos.

Uma virada do Chile não seria surpreendente. E os visitantes ficaram na bronca com algumas decisões do árbitro Éber Aquino. Chegaram a pedir a expulsão de Rodrigo Bentancur pelo segundo amarelo, embora o lance mais reclamado tenha acontecido já no fim, aos 42. Num toque de mão de Sebastián Coates na área uruguaia, a arbitragem não manteve o critério do primeiro pênalti, mesmo sem revisão de Aquino no vídeo. Foi a brecha à vitória da Celeste.

O Uruguai reviveu no fim do jogo, graças às bolas levantadas na área. Diego Godín quase anotou o segundo gol, em cabeçada que passou rente ao travessão. Todavia, o herói uruguaio seria mesmo Maxi Gómez. O centroavante tinha saído do banco pouco antes, no lugar de Brian Rodríguez. Aos 48, depois de um cruzamento que a zaga não afastou por completo, Gómez dominou fora da área e acertou o chute no canto de Arias. Ainda houve dúvida por um possível toque no braço do uruguaio, mas nada foi marcado. Por fim, no restante dos acréscimos, Campaña manteve o resultado ao pegar a cabeçada de Enzo Roco.

O Uruguai conquista uma vitória logo importante às suas pretensões nas Eliminatórias, por tirar do caminho um rival direto. A maneira como o time caiu de rendimento no segundo tempo preocupa e as circunstâncias favoreceram, com razão aos chilenos. Mas não se tira os méritos de Maxi Gómez por garantir um triunfo memorável à Celeste.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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