América do Sul

Aos 37 anos, Paredes fez três e deu ao Colo-Colo sua maior goleada no Superclássico neste século

Colo-Colo e Universidad de Chile compõem o grande clássico do futebol chileno. O dérbi de Santiago acontece desde 1938 e sua balança pende bastante para o Cacique: são 101 triunfos colo-colinos, contra 62 dos azules. E os Albos contribuem para este desequilíbrio nos últimos anos. La U não vence um jogo nos 90 minutos desde 2013, embora tenha faturado a Copa do Chile nos pênaltis neste intervalo. São 10 jogos sem bater os rivais com bola rolando. Jejum longo, que ganhou o seu capítulo mais emblemático neste domingo. O Colo-Colo bateu os oponentes por 4 a 1, em sua maior goleada desde 1999. Aos 37 anos, Esteban Paredes foi o nome da tarde no Estádio Monumental.

O Colo-Colo desenhou sua vitória logo no primeiro tempo. O Cacique abriu dois gols de vantagem com 16 minutos, graças a Paredes e Jaime Valdés. De volta à antiga casa, Jorge Valdívia deu as duas assistências – embora o segundo gol tenha saído muito mais por méritos individuais de Valdés. La U descontaria antes do intervalo com Mauricio Pinilla, outro que retornou recentemente ao país. Já no segundo tempo, Paredes terminou de brilhar, aproveitando o show de horrores da zaga adversária. Foram mais dois tentos do veterano, levando ao delírio a massa alba nas arquibancadas. Se as goleadas azules foram relativamente comuns nos tempos de Jorge Sampaoli, já era hora de dar uma resposta aos colo-colinos.

Paredes, de quebra, se transformou no maior artilheiro da história do Colo-Colo no clássico. O centroavante chegou aos 12 tentos e superou de uma só vez Carlos Caszely, Jorge Robledo e Manuel ‘Colo-Colo’ Muñoz, todos ídolos históricos do Cacique, além de se igualar a Alfonso Domínguez. À sua frente na artilharia história do dérbi, apenas ex-jogadores de La U: Leonel Sánchez (14 gols) e Carlos Campos (16). Motivação para que o velho matador siga em frente por mais alguns anos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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