América do Sul

A Fifa exigiu que a seleção uruguaia não borde mais sobre seu escudo as estrelas referentes aos ouros olímpicos

Há mais de duas décadas, a seleção uruguaia usa quatro estrelas em sua camisa, considerando os títulos olímpicos com peso de Mundiais

Durante as últimas semanas, a Fifa ensaiou reconhecer as Olimpíadas de 1924 e 1928 como títulos mundiais do Uruguai. No entanto, a entidade se portou de maneira diametralmente oposta em relação ao uniforme da Celeste. Segundo funcionários da federação local, a Fifa intimou a Puma, que fornece o material esportivo da seleção uruguaia, para que tire as quatro estrelas acima do escudo. Os charruas deveriam levar apenas as duas estrelas referentes às Copas de 1930 e 1950, conforme este entendimento.

A informação foi confirmada por Jorge Casales, diretor de competições da Associação Uruguaia de Futebol. “Estamos trabalhando para revogar a decisão da Fifa ou então fazer com que reconheçam que os Jogos Olímpicos são considerados como campeonatos mundiais. O Uruguai vai usar seus argumentos para mudar essa decisão da Fifa. Por enquanto, estamos lidando com a logística de modificar as camisas para as Eliminatórias”, afirmou o dirigente à rádio Sport 890.

Casales ainda declarou que funcionários na federação uruguaia estão reunindo documentos para demonstrar que a seleção é quatro vezes campeã mundial e, assim, conseguir a oficialização da Fifa quanto aos Jogos Olímpicos. “Queremos demonstrar que o Uruguai foi campeão do mundo quatro vezes, por mais que não se disputassem Copas do Mundo antes de 1930”, apontou. A questão do Mundial de Clubes e da Copa Intercontinental deve ser usada como justificativa.

O detalhe é que, segundo o jornal El Observador, a própria Fifa permitiu que o Uruguai bordasse quatro estrelas em sua camisa há cerca de duas décadas. O pedido da confederação se volta principalmente para a Copa de 2022, para que a Celeste não use as quatro estrelas na competição internacional caso se classifique. Uma briga que promete ser longa e coloca o orgulho do futebol uruguaio em xeque.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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