A Conmebol é uma festa: neste “gramado”, o Equador assumiu a ponta das Eliminatórias

A altitude costuma ser a maior arma de Equador e Bolívia em seus jogos em casa pelas Eliminatórias. No entanto, com as duas seleções se enfrentando nesta terça em Quito, uma nova “armadilha” surgiu no Estádio Atahualpa. A drenagem do campo não funcionou direito e, diante da forte chuva, as poças se formaram em vários cantos. O que não serviu de prerrogativa para a Conmebol adiar o início da partida. A bola rolou (ou melhor, boiou), apesar do estado deplorável do gramado. E foi só no segundo tempo, quando a situação era melhor, que o Equador conquistou a vitória por 2 a 0, somando seis pontos na competição continental.
É fato que a Conmebol possui fortes amarras com seus acordos de televisão, que ditam o ritmo do calendário de suas competições. Mesmo assim, o início da partida com o gramado naquele estado, com a permissão do árbitro Sandro Meira Ricci, atrapalhou demais o futebol. Tudo bem que as condições pioraram muito poucos minutos antes do apito inicial, mas nada que justificasse a iniciativa de começar o jogo. Os dois times dependiam muito das jogadas aéreas e não conseguiam criar quase nada. No único lance de único lance de real perigo da primeira etapa, Jhasmany Campos cobrou falta no travessão, não abrindo o marcador por pouco.
Já no intervalo, alguns responsáveis pela manutenção do estádio entraram em campo para abrir a drenagem do gramado e reduzir as poças. Com a diminuição da chuva, o estado do gramado melhorou na etapa complementar. E permitiu que o Equador se impusesse, com seu time muito mais técnico. O primeiro gol veios aos 36 minutos, em boa jogada de Miller Bolaños, tocando na saída do goleiro Vaca. Já nos acréscimos, Felipe Caicedo deu números finais ao marcador cobrando pênalti.
Invicto em casa nas últimas Eliminatórias, com sete vitórias em oito partidas, o Equador conquistou o resultado esperado e aparece na ponta da tabela. Por mais que a atitude irresponsável da Conmebol tenha colocado em risco a sua superioridade. Enquanto situações de desmando como esta prevalecerem, quem perde mesmo é o futebol sul-americano.



