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Os sul-americanos que já decidiram finais de Liga dos Campeões

Lionel Messi, Luis Suarez, Neymar, Javier Mascherano, Carlitos Tevez e Arturo Vidal entraram no Estádio Olímpico de Berlim para tentar escrever outro capitulo triunfal de sul-americanos em finais de Liga dos Campeões. É preciso voltar a 1956, em Paris, quando o Real Madrid bateu o Stade de Reims por 4 a 3, para recontar a primeira história – justamente na primeira final do torneio. Os merengues precisarariam dos gols argentinos de Alfredo Di Stefano e Hector Rial para virar o marcador e levar a primeira das cinco orejonas consecutivas do Real Madrid.

Real Madrid sob a batuta de Di Stéfano

De 1956 a 1960, todas as finais da Liga dos Campeões da Europa tiveram o argentino Alfredo Di Stefano como protagonista, marcando gols em todos os confrontos. Na decisão de 1957, a vitima foi a Fiorentina de Julinho Botelho: 2 a 0, com La Saeta Rubia abrindo o marcador. Em 1958, o argentino Luis Carniglia ficaria marcado como o primeiro treinador sul-americano a conquistar a Champions, quando o Real Madrid superou o Milan do craque uruguaio Juan Schiaffino na prorrogação, por 3 a 2, com gols de Di Stefano e Rial ainda no tempo normal. Em 1959, novamente com gol de Di Stefano, o Real Madrid bateu o Stade de Reims por 2 a 0. Eis que, foi em 1960, em Glasgow, que o mundo futebolístico pôde desfrutar da grande exibição do timaço de Gento, Canario, Del Sol, Puskás e Di Stefano. No placar, 7 a 3 sobre o Eintrach Frankfurt, com três gols da Saeta Rubia e outros quatro do Major Galopante. O goleiro argentino Rogelio Dominguez, o zagueiro uruguaio José Santamaría e o ponteiro brasileiro Canário também marcariam o selo sul-americano no memorável esquadrão do Real.

Mazzola, o herói da primeira conquista do Milan

O Benfica de Eusebio e companhia, dirigido pelo húngaro Bela Guttmann (que conquistou o título Paulista de 1957 com o São Paulo) havia tomado do Real Madrid o protagonismo na Europa com duas conquistas consecutivas. Na disputa do tricampeonato, em 63, teria pela frente o Milan de Nereo Rocco em Wembley. Por fim, a vitória rossonera por 2 a 1 contou com gols do brasileiro Mazzola, que fez fama na Bota com a alcunha de José Altafini. O Milan ainda contava no meio de campo com a presença sul-americana do peruano Victor Benítez e do brasileiro Dino Sani.

Bicampeonato da Inter de Helenio Herrera e Jair da Costa

Na temporada seguinte foi a vez da Internazionale ganhar sua primeira Liga dos Campeões sob o comando do treinador argentino Helenio Herrera: 3 a 1 para cima do Real Madrid de Di Stefano e Puskás. Em 1965, veio o bicampeonato com uma vitória por 1 a 0 diante do Benfica de Eusébio. O gol do título foi anotado pelo ponteiro brasileiro Jair da Costa, após clamorosa falha do goleiro Costa Pereira. O argentino Hélio Herrera ficaria conhecido mundialmente por seu sólido esquema defensivo e o famigerado Catenaccio. Sob seu comando a Inter venceria três scudetti, duas Copas dos Campeões e dois Mundiais Interclubes.

A glória do Porto com Juary em 1987

Os anos 1970 vivenciaram o monopólio do Ajax, do Bayern de Munique do Liverpool no cenário continental com verdadeiras seleções nacionais que varreram a Europa sem nenhuma participação sul-americana nas conquistas. O apogeu inglês se instalou na década de 80 com Liverpool, Nottingham Forest e Aston Villa levantando a orelhuda com o viril futebol britânico como baluarte. Apenas em 1987, em Viena, o futebol europeu teve nos pés de Juary o desenlace da temporada que declinou o título da Copa dos Campeões em favor do Porto. O Bayern de Munique de Matthäus, Brehme e Rummenigge vencia por 1 a 0, quando Artur Jorge colocou o ponteiro Juary em campo no segundo tempo. Eis que, aos 33 minutos, após jogada de Juary, o atacante argelino Rabah Madjer empatou o jogo com toque memorável de calcanhar. Dois minutos depois, o zagueiro brasileiro Celso acionou Madjer na ponta direita, que com um cruzamento preciso encontrou Juary livre, dentro da pequena área, para definir o primeiro título europeu do Porto. Casagrande também fazia parte do elenco, mas acabou ficando no banco na decisão em Viena.

A era Champions League e o Real Madrid, de Redondo, Roberto Carlos e Sávio

Em 1993, o título do Olympique de Marselha sobre o Milan de Capello abriu a era Champions League. Um futebol globalizado e de intensa transmissão mundial do principal torneio interclubes da Europa. Em 1995, com a promulgação da Lei Bosman, o futebol europeu abriu as fronteiras sem precedentes. A final de 1998 com a Juventus dos uruguaios Paolo Montero e Daniel Fonseca contra o Real Madrid de Roberto Carlos, Sávio e Fernando Redondo simbolizou o retorno do protagonismo sul-americano na grande decisão europeia. Vitória madridista com gol do sérvio Mijatovic após tiro cruzado de Roberto Carlos.

A Juventus parou em Dida em 2003

Dida foi o primeiro e único goleiro brasileiro a brilhar em uma final de Champions League. Milan e Juventus ficaram no 0 a 0 em Old Trafford no tempo normal e também na prorrogação. Na decisão de pênaltis o franco-argentino David Trezeguet e os uruguaios Marcelo Zalayeta e Paolo Montero pararam em Dida. Serginho, Roque Junior e Rivaldo faziam parte do elenco que garantiu a sexta orelhuda para o Milan.

Deco e Carlos Alberto garantem o segundo título do Porto

O Porto de José Mourinho surpreendeu a Europa ao bater Manchester United, Lyon e Deportivo de La Coruña naquela edição, chegando para a final em Gelsenkirchen contra o Monaco, dos argentinos Hugo Ibarra e Lucas Bernardi. Coube a Carlos Alberto e Deco vestirem o traje de herói ao anotar os dois primeiros gols da decisão. O russo Alenichev aumentaria a vantagem para 3 a 0, definindo a segunda conquista europeia do Porto que ainda contava com o brasileiro Derlei no ataque.

A noite de Belletti em Paris

O Arsenal de Gilberto Silva e Henry vencia o Barcelona em Saint Dennis até os 31 minutos do segundo tempo, quando Samuel Eto’o empatou a partida com sua habitual categoria. Eis que, faltando nove minutos para o final, Belleti, que havia entrado no lugar de Oleguer, recebeu passe de Larsson dentro da pequena área, definindo a segunda conquista do Barcelona na Champions League. Ronaldinho Gaúcho, o grande astro daquela edição, teve atuação apagada na decisão. Edmilson era outra peça chave no esquema de Rijkaard formando o tripé de meio campo ao lado de Van Bommel e Deco. Os brasileiros Silvinho e Thiago Motta também faziam parte do elenco culé.

Messi decidiu duas vezes contra o United

O Barcelona de Guardiola, com seu jogo de toque e precisão, trouxe mais duas orelhudas para o Camp Nou. Em 2009, na final de Roma, Eto’o e Messi decidiram a vitória frente ao Manchester United. Em 2011, em Wembley, Messi anotou o segundo gol blaugrana na vitória por 3 a 1, marcando o auge da era Guardiola com um golaço após linda sequencia de passes e definição cinco estrelas da entrada da área.

Di María e Marcelo, protagonistas da última decisão

A decisão madrileña em Lisboa se inclinava para o lado colchonero com o gol do uruguaio Diego Godin, até que aos 47 do segundo tempo apareceu o gol de Sergio Ramos, que forçava a prorrogação. Eis que, apareceu o talento do argentino Di Maria no segundo gol do Real Madrid, com linda jogada pela esquerda, que culminou na definição de Bale. O terceiro saiu de um tiro de Marcelo da entrada da área, ao passo que o derradeiro saiu de pênalti com Cristiano Ronaldo para definir La Decima para o Real Madrid.

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