Alemanha

Vitória em segundo plano

Para uma seleção que caminha para a classificação de maneira tranquila, a partida contra a ‘emergente’ Rússia seria fundamental para assegurar a liderança do Grupo 4. Mas o futebol bonito e eficiente apresentado em Dortmund fez com que a certeza dos alemães se transformasse em euforia.

A vitória por 2 a 1 contra a Rússia foi importante e mostrou um desenvolvimento coletivo da equipe, com uma maior movimentação de Hitzlsperger, orientado para que não jogasse apenas atrás de Ballack e Westermann à frente da defesa. Como (quase) sempre, Podolski foi o destaque do jogo e Michael Ballack não deixou de aproveitar a oportunidade de reafirmar sua liderança. O sinal de silêncio após a cabeçada após o belo cruzamento de Schweinsteiger não só garantiu a superioridade no placar, mas foi a resposta aos comentários sobre as condições físicas do capitão.

A organização tática da equipe é ponto a ser valorizado no trabalho de Joachim Low, que gradualmente (principalmente após a Eurocopa) mostra uma postura mais rígida com os jogadores. Com opções que aos poucos vão se integrando à formação já tradicional da equipe, o treinador agora exige mais comprometimento de seus reservas.

Todas as possíveis variações, que podem chegar a cinco só no ataque, motivaram a atitude exagerada tomada por Kevin Kuranyi no último sábado. Mais do que a vitória, a iniciativa do atacante de deixar o estádio durante a partida foi o grande assunto repercutido horas (e dias) após o jogo.

O atacante, entre 2004 e 2005, foi presença certa nas convocações e o substituto natural de Podolski e Klose. Concorrentes como Thomas Brdaric, Mike Hanke e Fredi Bobic não eram verdadeiras ameaças. Ter ficado fora da última lista para a Copa do Mundo foi uma surpresa não tão bem digerida por ele.

O tempo e o mau aproveitamento das oportunidades fez com que as críticas superassem suas qualidades de artilheiro forte e que joga para o time. No atual momento da seleção, Mario Gómez e Patrick Helmes são os preferidos e realmente os mais qualificados para substituir Poldi e Klose. Além do jovem jogador do Leverkussen, Stefan Kiessling, que vai se mostrando capacitado para suceder a vaga.

Quando seguiu pelo corredor do “Rote Erde” até a saída e fez com que a delegação alemã esperasse cerca de uma hora enquanto Bierhoff tentava encontra-lo, Kuranyi (mesmo pedindo desculpas na seqüência) fechou uma porta que já lhe parecia estreita demais. Não há mais espaço para ele na Nationalelf e sua atitude, ao final, só facilitou o trabalho de Low.

O último do ano

Mesmo com o possível desfalque de Ballack e a polêmica com Kuranyi, a Alemanha não deve ter dificuldades para vencer o País de Gales, em Monchengladbach, e ainda poderá arriscar uma proposta mais ofensiva para conseguir superar o esquema 4-5-1 do técnico John Toshack. Se Ballack for vetado, Torsten Frings deve assumir a vaga de capitão.

Se todos querem Özil

Grande revelação da Bundesliga até o momento, Mezut Özil, filho de turcos, mas nascido na Alemanha, tornou-se tema de discussão entre dirigentes. O meio-campista, que já defendeu seleções alemãs de base, mas ainda pode escolher a seleção principal do país de seus pais, vem sendo assediado pela Federação da Turquia.

Klaus Allofs, diretor do Werder Bremen, acredita que a opção do jovem de 19 anos será defender a seleção de seu país natal. Muita gente defende que, só para garantir, sua convocação por Joachim Low não deve demorar.

Só para lembrar

Na temporada 1993/4, Jens Lehmann, antes do apito final, abandonou o estádio em Leverkusen e foi para casa de transporte público. O goleiro não se conformava (com razão) com a opção do técnico Jorg Berger, que preferia escalar Holger Gehrke.

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