Alemanha

‘Está provado’: Union Berlin quebra barreira histórica e elege pioneira como técnica

Marie-Louise Eta se torna a primeira treinadora da elite da Bundesliga — e das cinco grandes ligas da Europa

O Union Berlin anunciou Marie-Louise Eta como nova treinadora da equipe. A técnica substitui Steffen Baumgart, demitido após a derrota por 3 a 1 para o Heidenheim, no sábado (11). Esta será a primeira vez na história da Bundesliga que uma equipe da elite será comandada por uma mulher.

Mais do que isso, segundo o jornal “L’Équipe”, o feito também é inédito entre as cinco principais ligas europeias, que reúnem clubes da Alemanha, Espanha, Inglaterra, França e Itália.

Marie-Louise era auxiliar da equipe desde 2023 e foi promovida ao cargo principal. A treinadora assinou contrato até o fim da temporada e terá como principal objetivo manter o Union Berlin na elite do futebol alemão. Após o revés para o Heidenheim, o clube soma 32 pontos e ocupa a 11ª posição, sete pontos à frente do St. Pauli, que abre a zona de rebaixamento, após ser atropelado pelo Bayern de Munique.

Marie-Louise Eta já havia quebrado barreiras no futebol europeu

Integrante da comissão técnica do Union Berlin desde 2023, Marie já vinha quebrando barreiras no futebol europeu. Ao ser anunciada para o cargo de auxiliar, em novembro daquele ano, tornou-se a primeira mulher na Alemanha a ocupar a função em uma equipe masculina da elite.

Em janeiro de 2024, comandou o time à beira do campo pela primeira vez. Na ocasião, substituiu o técnico Nenad Bjelica na partida contra o Darmstadt e venceu por 1 a 0.

— Como todo mundo, quero ser respeitada. É uma questão de qualidade, de crescer por meio da performance. Isso é o que importa para mim. Não importa se você é homem ou mulher — disse a treinadora em entrevista ao “ge”, à época.

Marie Louise pelo Union Berlim
Marie Louise como treinadora. Foto: IMAGO / Matthias Koch

— Para mim, é especial poder trabalhar aqui no Union Berlin, com a equipe masculina. Isso me deixa feliz e orgulhosa. Do meu ponto de vista, nós, mulheres, avançamos muito em diversas áreas, como no futebol e nos negócios. Está provado que equipes com diversidade funcionam bem. Entendo que este tema tenha ganhado tanto espaço, mas espero que, um dia, situações como essa se tornem normais e deixem de chamar atenção — completou, em 2024.

Antes de iniciar a carreira como treinadora, Marie-Louise atuava como meio-campista. Pelo Turbine Potsdam, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011) e bicampeã da Copa da Alemanha (2009 e 2010). A maior conquista veio em 2010, com o título da Champions League.

Ela também teve passagens pelas categorias de base da seleção alemã, sendo campeã mundial sub-20 em 2010 e campeã europeia sub-17 em 2008. Na época, utilizava o sobrenome Bagehorn, que posteriormente foi substituído por Eta, após seu casamento, em 2014.

Apesar da carreira vitoriosa, lesões a obrigaram a encerrar precocemente sua trajetória como atleta, aos 26 anos, quando defendia o Werder Bremen.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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