Alemanha

Sem vida fácil

Quatro jogos sem vencer e, no último domingo, um time que até a última temporada disputava a primeira divisão, cedeu o empate ao Osnabruck, após terminar a primeira etapa com a vantagem de dois gols. A má campanha do Hansa Rostock na 2. Bundesliga, agravada pela queda para a décima segunda posição, fez com que a diretoria tomasse uma decisão de emergência: dar “férias” ao técnico Frank Pagelsdorf.

Afastar Pagelsdorf é uma medida radical que deixou claro o desespero dos dirigentes, já que o treinador possuiu uma história significativa no clube. Com duas passagens pelo banco de reservas dos “Hanseaten” (a primeira entre 1994 a 1997 e a partir de 2005) comandou em 1995 e 2007 campanhas que garantiram o acesso do time a primeira divisão.

O lugar deixado por Pagelsdorf será ocupado provisoriamente, como o próprio diretor Dirk Grabow fez questão de ressaltar, por Juri Schlunz, responsável pelas categorias de base. Schlunz, que esteve no comando da equipe principal entre 2003 e 2004, será auxiliado pelo treinador de goleiros Perry Brautigam e já começou seu trabalho na última terça-feira.

A situação não é fácil, mas a decisão da diretoria foi acertada. Provavelmente, a vivência de quarenta anos no Hansa Rostock ajude o técnico interino a conter a crise de forma mais imediata. Schlunz conhece como ninguém o que acontece por lá, só como jogador profissional disputou 356 partidas pelo clube, entre 1979 a 1994.

Apesar da demissão de Pagelsdorf não ter sido oficializada (e provavelmente só será feita após a contratação de um novo comandante) alguns nomes circulam pelos bastidores como possíveis para assumir o cargo. Thomas Doll, ex-Hamburg e Borussia Dortmund, Mirko Slomka, ex-Schalke e até Peter Neururer, ex-Hannover 96.

Demitir um treinador, já na décima segunda rodada pode parecer precipitado. Porém, mais do que um lugar na Bundesliga, a única equipe da ex-Alemanha Oriental que se mantém viva no cenário futebolístico do país tem uma história a ser preservada.

Kaiserslautern oscila

A passagem pela segunda divisão vem sendo de altos e baixos para o Kaiserslautern. Derrotas por 5 a 0 para o Koblenz, 2 a 1 para o Oberhausen e 4 a 2 para o Rot-Weiss Oberhausen, clubes que rondam a zona de rebaixamento, são alguns dos pífios resultados da equipe na temporada e apesar da segunda posição na tabela, as oscilações dão motivos para preocupações.

O comportamento da equipe é justificado pelo técnico Milan Sasic. O treinador falou sobre uma certa desorganização tática mostrada em alguns momentos pelo time, mas considerada normal por Sasic, já que é uma equipe muito jovem. Porém, alguns jogos deixam claro que a instabilidade emocional também anda atrapalhando demais a campanha. Um bom exemplo, a partida contra o Koblenz, quando a equipe sofreu três gols, em apenas cinco minutos.

Para outros, a justificativa para as derrotas ocorridas para equipes mais fracas é o excesso de confiança. Falta ao time, uma liderança em campo que conduza uma reação quando necessário, já que os atacantes Kai Hesse e Sidney Sam mostram-se ainda imaturos para o desafio.

A expectativa em relação ao atacante Erik Jendrisek, que começou a temporada de forma promissora com cinco gols marcados nos seis primeiros jogos, também já não vem sendo correspondida e o jogador passou as últimas rodadas sem balançar as redes.

Na próxima rodada, Kaiserslautern e Hansa Rostock fazem o duelo entre as mais tradicionais equipes na 2.Bundesliga. Decisivo para que os Diabos Vermelhos se mantenham próximos à ponta e para que o Hansa dê o primeiro passo para uma campanha de recuperação.

Para ficar?

Landon Donovan chegou ao Bayern para uma temporada de dez dias de trabalho para manter seu condicionamento físico. O americano, que realizou seu primeiro treinamento com a equipe na tarde desta terça-feira, já passou sem muito sucesso pelo futebol alemão quando defendeu o Bayer Leverkusen, de fevereiro 1999 até março 2001 e durante a temporada 2004/5.

O interesse do clube em sua permanência foi confirmado pelo técnico Jurgen Klinsmann, que já trabalhou com Donovan no Los Angeles Galaxy. O jogador também demonstra estar disposto a defender o clube, já que a Major League Soccer só recomeça em março.

Os 14 meses de Lúcio

28 de setembro de 2007. Em campo, Schalke e Hertha Berlim se enfrentavam. Após uma dividida com Peter Lövenkrands, Lúcio caiu, levou as mãos ao joelho e saiu de campo sentindo muita dor. No dia seguinte, começava um processo de recuperação após como o próprio jogador definiu “um joelho devastado como uma cidade depois da guerra”, que já dura mais de um ano.

Durante todo este tempo, a persistência mostrada pelo brasileiro, que atuou em todas as partidas desde sua chegada no Hertha até a lesão, chegou a comover o técnico Lucien Favre que esta semana comentou o caso: “A lesão foi muito grave, mas ele lutou a cada dia, às vezes até dez horas por dia”.

O primeiro passo para a volta foi dado no início de julho quando Lucio voltou a treinar com bola, em Berlim. Neste mês, o médico Dr. Christian Schenk anunciou que Lúcio poderá retornar aos gramados no início de 2009.
 

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo