Alemanha

Sem tempo

A talvez despretensiosa declaração de que iria deixar o Schalke 04 ao final da temporada culminou em uma emocionada reunião entre Fred Rutten e o presidente Josef Schnusenberg. A insatisfação de clube e treinador não teria data marcada para terminar. Acabaria naquele momento.

Uma das mais comentadas contratações do início da temporada, a esperança era a de que o treinador que levou o pequeno holandês Twente para a disputa da Copa Uefa injetasse uma nova filosofia ao grupo, apos dois anos comandados pelo treinador da “casa”, Mirko Slomka. Quase um ano depois, sem muita polêmica, sem muito o que dizer Fred Rutten foi demitido antes mesmo do final da Bundesliga.

A ideia de ter um Schalke encantador durou menos do que dez rodadas. Em uma das mais disputadas edições do campeonato alemão, o Schalke não ameaçou os líderes, não lutou por uma vaga na Liga dos Campeões, oscilou pelo meio da tabela e agora ocupa a 8ª colocação. Se Mirko Slomka foi descartado, em abril de 2008, com a equipe na terceira posição na tabela, a demissão de Rutten ate que não foi novidade.

O holandês falhou ao não conseguiu trabalhar com a falta de motivação de Kevin Kuranyi, e Farfan, uma de suas contratações também não foi efetivo para resolver os problemas de ataque. Com um Rafinha irregular, talvez pensando em uma possível transferência ao final da temporada e um Engelaar que não conseguiu agradar a torcida, Rutten passou a ser pressionado e não conseguiu um verdadeiro apoio dos dirigentes do clube.

Mesmo com estas adversidades, Rutten pode manter a tradição das ultimas três temporadas. Montou uma defesa forte e para isso contou com a segurança do goleiro Neuer e a boa fase do zagueiro revelação Howedes. O Schalke é a equipe que menos sofreu gols na temporada, apenas 27.

Entre a crise. uma campanha risível fora de casa, a instabilidade do elenco e a falta de vibração do time, o desgaste parecia irreversível. Uma semana antes, o gerente Andreas Müller foi demitido e a partir dai, poucas eram as duvidas de que o holandês não estaria a frente da equipe na próxima temporada.

No ano em que o objetivo era transformar a cara da Bundesliga, Fred Rutten não teve tempo para isso.

Sem problemas

Foi fácil para a Alemanha golear Liechtenstein. Ballack, Jansen, Schweinsteiger e Podolski (como sempre com destaque) marcaram os gols alemães e Joachim Löw passou sem preocupação por seu primeiro confronto oficial de 2009. Bom para amenizar ânimos e devolver confiança ao time que surpreendeu na ultima Eurocopa, mas passou os últimos meses sob tensão, apesar da liderança do grupo e a invencibilidade nas Eliminatórias.

Nesta quarta-feira a Alemanha enfrenta o País de Gales com duas alterações em relação ao jogo de sábado: Trochowski volta ao time e assume o lugar de Jansen e Adler retorna ao gol. Não será tão fácil, mas não acredito que o treinador terá o que lamentar depois desta rodada.

Mais um ano com Henrique?

O Bayer Leverkusen quer manter Henrique por mais um ano, Henrique está feliz na Alemanha, mas sonha em defender o Barcelona, time que o emprestou. Situação para ser definida na próxima janela de transferências.

Em campo em 23 partidas da equipe na Bundesliga, as coisas conspiraram a favor do jogador, que passou brevemente pelo Palmeiras, em seu primeiro ano atuando na Europa. Em entrevista à Trivela, Henrique contou que se surpreendeu com a proximidade e união dos brasileiros na Alemanha e principalmente com a preocupação da diretoria do Bayer em relação a adaptação dos brasileiros. Demorou mais ou menos cinco jogos para se adaptar a velocidade e a forca do futebol alemão. A partir dai, não saiu mais do time.

Pena que não será tão fácil ver o zagueiro por mais uma temporada na Bundesliga.

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Equipe Trivela

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