Alemanha

Seleção flexível

Joachim Löw tem se desdobrado na hora de armar o Nationalmannschaft. As sensíveis ausências de Frings e Ballack para preencher a faixa central do meio-campo já haviam se evidenciado em Wembley, onde surpreendentemente foi Phillip Lahm, deslocado para o setor, um dos melhores em campo. Hitzlsperger e Schweinteiger, ambos jogadores de faixa, também passaram pela função no duelo contra País de Gales. Jansen, lateral, fez a meia-esquerda.

Encontrar soluções dentro do mesmo grupo de trabalho, onde estão presentes jogadores comprometidos e de flexibilidade tática, é mais um dos trunfos de Joachim Löw para fazer os germânicos seguirem vencendo nesse pós-Copa. Mais que isso, pode dar opções em momentos extremos, embora ninguém imagine Frings e Ballack de fora quando estiverem recuperados.

No duelo contra País de Gales, impressiona que os dois gols germânicos surgem de bolas roubadas à frente, característica do time de Klinsmann – e também de Löw – durante a Copa. A Alemanha, jogando fora de casa, foi mais uma vez amplamente superior, ficando o placar de 0 a 2 como satisfatório para os galeses.

Miroslav Klose, pela primeira vez o capitão do time, comprovou com gols sua fundamental importância para o selecionado, especialmente em jogos mais complicados. Embora Kuranyi é que tenha sido seu parceiro, e jogado razoavelmente bem, o colunista gostaria de ver Mario Gomez em sua companhia.

Sem partidas oficiais a fazer, alemães e romenos fizeram um amistoso interessante na quarta-feira. Em Köln, Löw testou boa parte dos jogadores reservas, assim como a Romênia, dando margem inclusive para uma interessante volta de David Odonkor ao Nationalmannschaft. O meia bético fez um gol e mostrou que rende incrivelmente mais na seleção, podendo ser uma opção considerável, ainda que Hilbert convença cada dia mais.

Hildebrand (jogando muito bem), Manuel Friedrich, Patrick Helmes, Rolfes, Castro e Piotr Trochowski foram outros nomes utilizados que fogem do habitual, embora estejam sendo convocados. Por fim, além da vitória de virada por 3 a 1, ficaram no ar as boas apresentações dos criticados Podolski e Schweinsteiger, deste também contra o País de Gales. 

Futuro garantido

A sensação de que a base alemã vive novamente um momento positivo ficou evidenciada no último Mundial Sub-17, cujas finais foram realizadas no fim de semana que passou. Terceira colocada na competição – atrás das sempre fortes Espanha e Nigéria – a Alemanha, sem tradição nesta categoria, mostrou um futebol de conjunto e, acima de tudo, deixou boas perspectivas futuras para o futebol germânico. Ou seja, há vários bons jogadores a caminho.

O principal deles é, indubitavalmente, Toni Kroos (Bayern de Munique), um Spielmacher com todos os requisitos para se tornar, em alguns anos, o principal nome da seleção principal. Eleito o Bola de Ouro da Fifa no campeonato, Kroos alia a técnica e a visão de jogo característica dos camisas dez. Com personalidade, chamou o jogo para si em todos os momentos do torneio, inclusive nos decisivos.

Na semifinal, diante da Nigéria, fez um belo gol de canhota, na derrota que tirou os germânicos da decisão, muito pela atuação do goleiro Rene Vollath (Nuremberg), infeliz em dois gols. Diante de Gana, valendo o bronze, Kroos fez um lindo gol de falta, evidenciando outra qualidade, nas bolas paradas. No instante final do jogo, o camisa 10 deu para Alexander Esswein (Kaiserslautern) o gol da vitória.

Já treinando com os profissionais do Bayern há alguns meses, Kroos – infelizmente com o nome pronunciado como “Cruz” durante as transmissões locais – é tratado como jóia no clube. Uli Hoeness já lhe disse que a 10 será dele em um futuro próximo. E Werner Kern, conhecido como olheiro dos bávaros há mais de três décadas, classificou Toni Kroos como o mais talentoso jogador já visto em todos esses anos. Palavras impactantes se somadas ao que fez o jovem prodígio nos gramados sul-coreanos do último Sub-17.

Ainda há tempo para ressaltar o surgimento de outros jogadores importantes: Fabian Giefer (Leverkusen), goleiro titular em boa parte do torneio, é seguro; Nils Teixeira (Leverkusen), é um zagueiro-central rápido e de ótimo desarme; Konstantin Rausch (Hannover) é um lateral-esquerdo bom no apoio e na defesa; Sebastian Rudy (Stuttgart) é um volante de pegada acima da média e técnica razoável; Sascha Bigalke (Hertha) é um meia franzino, mas muito talentoso; Dennis Dowidat (Borussia Mönchengladbach) é outro meia de qualidades; Richard Sukuta-Pasu (Leverkusen) é um centroavante desde já fisicamente poderoso e com oportunismo, embora um pouco lento.

Vale também observar o desempenho considerável de Heiko Herrlich, ex-centroavante do Borussia Dortmund, como treinador do time em sua primeira experência relevante na função. Armando o jovem Nationalelf em um 4-2-3-1 interessante, Herrlich também fez boas mexidas durante os jogos, como na disputa de terceiro lugar, vencida sobre Gana. A colocação obitda, aliás, é a mesma do último Europeu da categoria, disputado em março, mas sob a tutela de Paul Schomann.

Bundesliga

Borussia Dortmund e Bayern de Munique fazem os jogos mais interessantes da quinta rodada da Bundesliga. O time de Thomas Doll busca repetir, contra um sempre perigoso Werder Bremen, os dois últimos bons resultados que teve. Já o Bayern, enfrenta novamente um dos times que tentam se afirmar como força de reação ao iminente massacre na ponta da classificação. A fase, todavia, é difícil para os Azuis Reais, embora os primeiros jogos que a tabela lhe trouxe tenham sido complicados. 

Jogos do fim de semana

Borussia Dortmund x Werder Bremen
Stuttgart x Energie Cottbus
Bayern de Munique x Schalke 04
Bayer Leverkusen x Bochum
Nürnberg x Hannover 96
Arminia Bielefeld x Hansa Rostock
Eintracht Frankfurt x Hamburgo
Wolfsburg x Karlsruher
Duisburg x Hertha

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Equipe Trivela

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