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Os EUA mostraram de novo sua força coletiva e, agora, bateram a Alemanha de virada

Outra vez, os Estados Unidos conquistaram um resultado excepcional. O time de Jürgen Klinsmann tem se dado muito bem na Europa e, depois de virar o amistoso sensacional contra a Holanda em Amsterdã, também bateu de virada a Alemanha em Colônia. Ainda que o Nationalelf tenha apostado em vários reservas, sobretudo na defesa, nada tira os méritos dos americanos. O US Team apresentou um excelente jogo coletivo para buscar o 2 a 1 no placar, com o gol decisivo saindo dos pés do talismã Bobby Wood aos 42 do segundo tempo.

Holanda 3×4 EUA: amistoso que nada, foi um jogaço digno de Copa do Mundo

Mais presente no ataque, a Alemanha saiu em vantagem aos 12 minutos. Novidade no ataque, Patrick Herrmann fez grande jogada pela ponta direita e rolou para Mario Götze, pronto para só completar às redes. Só que os alemães não conseguiam ser tão ameaçadores assim, com os americanos tendo a partida sob o seu controle. E os Estados Unidos executaram excelente jogada coletiva para buscar o empate. Após uma bela sequência de 35 passes, Michael Bradley (o melhor em campo) descolou lançamento perfeito para Diskerud tocar na saída de Zieler.

Durante o segundo tempo, os dois times aproveitaram para lançar mão das substituições. E, por mais que a Alemanha trabalhasse a posse de bola, tinha poucos espaços para furar a defesa americana. Enquanto isso, os visitantes eram mais ameaçadores nos contragolpes e nas bolas paradas. Aos 37, a virada começou a pintar, em um chutaço de Bradley que Zieler salvou. Já o gol decisivo saiu aos 42.

Autor do quarto gol contra a Holanda, Bobby Wood apareceu outra vez para ser o herói. O atacante do Erzgebirge Que (rebaixado na segundona alemã) saiu do banco e aproveitou o corta-luz de Jordan Morris para acertar uma pancada de fora da área, no canto. Morris, aliás, também participou decisivamente da virada contra os holandeses, e sequer deixou o futebol universitário, defendendo Stanford. Nos acréscimos, Khedira ainda acertou o travessão com uma cabeçada. Mas os americanos mereciam mesmo a vitória.

O resultado serve para ratificar o excelente trabalho de Jürgen Klinsmann à frente do US Team. A consistência coletiva, especialmente ao trabalhar os passes e acelerar o ataque quando preciso, demonstra bem como os treinamentos vêm sendo bem executados. Além disso, o elenco é essencialmente jovem, com vários jogadores ganhando as primeiras oportunidades – como Wood, Morris e Zardes. E, acima do futebol bonito, ficam os excelentes resultados. Para quem teve um bom desempenho na última Copa do Mundo, vendendo caríssimo a derrota para a Bélgica, a sensação é de que o crescimento desse elenco pode ir além rumo a 2018.

Abaixo, o gráfico da jogada coletiva do primeiro gol dos EUA, que deixou o amistoso empatado:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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