Alemanha

Flick contraria presidente honorário do Bayern, Hoeness, e defende volta de Boateng à seleção

O técnico do Bayern de Munique, Hansi Flick, defendeu que o seu comandado Jérôme Boateng, de 32 anos, seja convocado novamente para a seleção alemã, o que contrariou a opinião do presidente honorário do clube, Uli Hoeness. Para o dirigente, o técnico Joachim Löw deveria convocar Thomas Müller, do Bayern, e Mats Hummels, do Dortmund, ex-Bayern, para o selecionado nacional, mas não Boateng.

“Boateng eu não levaria neste momento, nós temos o suficiente por lá, especialmente se Mats Hummels ainda está por perto. Eu gostei de Antonio Rüdiger, por exemplo”, disse Hoeness. “Nós já discutimos várias vezes que um ou outro seja candidato a isso [voltar à seleção]”, afirmou o dirigente. “Eu não posso falar mais frequentemente que penso que Thomas Müller, por exemplo, deveria estar lá. Ele é alguém que sempre fica bem posicionado na área adversária e leva o time à frente. Você sempre pode usá-lo”.

“Esta é a opinião dele”, disse Flick, quando perguntado a respeito, que ficou surpreso com os comentários do dirigente do Bayern. “Eu sei o quanto o Bayern de Munique apoia os seus jogadores”, continuou o treinador, que rasgou elogios ao seu zagueiro. “Ele teve uma incrível melhora em uma situação difícil, que ele viveu, sem dúvidas. Ele trabalhou duro para voltar ao seu nível. Jérôme está de volta à sua melhor forma e jogou de forma excepcional nos últimos jogos”.

Contratado em 2020 vindo do Manchester City, Boateng se tornou um dos pilares do jogo do Bayern. Conquistou oito vezes o título alemão, cinco vezes a Copa da Alemanha, dois Mundiais de Clubes e duas Champions League. Ganhou também duas Supercopas da Uefa e cinco Supercopas da Alemanha. Pela seleção alemã, foi campeão da Copa do Mundo de 2014.

“Ele também foi uma garantia que nós conquistássemos a tríplice coroa. Eu sou muito grato a ele”, enfatizou Flick, se referindo à temporada 2019/20, quando o Bayern conquistou os três títulos que disputou na temporada. “Ele é um jogador que pode fazer bem a qualquer time. Em última análise, a decisão é de Joachim Löw, ele é responsável por isso”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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