Alemanha

Enfim, uma vitória “daquelas”

Fazia sete anos que a Alemanha não vencia um campeão mundial. Sete anos. Na última vez, bateu a Inglaterra na última partida disputada no estádio de Wembley, antes de sua demolição. Depois de virar saco de pancadas de Brasil, Itália, Argentina, França, a própria Inglaterra e tropeços contra rivais locais, como Holanda e República Tcheca, os alemães enfim voltaram a vencer um desses clássicos mundiais. Como em 2000, a Inglaterra. Como em 2000, em Wembley.

Mesmo sem seu meio-de-campo titular, chegou à décima vitória em 12 jogos sobre o comando de Joachim Löw – o melhor desempenho de um treinador do Nationalelf. É bem verdade que o English Team estava desfalcado de Gerrard, mas jogar sem Ballack, Frings, Borowski e Schweinsteiger – além de Klose na frente – eleva ainda mais a importância desse feito.

O jogo, em si, foi de nível técnico baixo, mas emocionante. Sobretudo no primeiro tempo, quando as possibilidades estavam mais abertas e ambas as equipes atacavam. A Inglaterra teve boas chances e Lehmann, que anda em péssima fase, conseguiu evitar que a bola entrasse. Num dos raros momentos de desatenção, Lampard conseguiu marcar, logo aos 9 minutos.

O empate de Kuranyi, na falha do goleiro Robinson, baixou o fogo dos ingleses e aumentou o dos alemães, que chegaram à virada com o estreante Christian Pander, no final do primeiro tempo. Depois do intervalo, a partida se tornou num festival de anti-jogo. Na verdade, exatamente o que planejava Löw desde o início.

Como não teve à disposição seus principais jogadores, o técnico fez algumas mudanças táticas para impedir que os ingleses conseguissem desenvolver seu jogo. Sobretudo permitir que David Beckham criasse. Para isso, pôs Pander na lateral-esquerda, com Philip Lahm jogando adiantado, para segurar o Spice Boy o mais longe possível da área. E a estratégia deu certo. Beckham até conseguiu fazer alguns bons passes e lançamentos, mas nenhum daqueles capazes de complicar a vida dos adversários. Mais importante ainda: os alemães não fizeram faltas nas proximidades da meta de Lehmann, outra das armas mortais da Inglaterra.

Por ser um amistoso, o resultado pode não ter grandes valores. Dada a magnitude do confronto, frente a um de seus maiores rivais, a vitória alemã serve para elevar ainda mais a moral do time, que caminha a passos largos para uma vaga na Eurocopa. Depois de derrubar a Inglaterra, vai ser difícil segurar o Nationalelf.

Bayern a passos largos

Duas rodadas, sete gols a favor, nenhum contra. Esse é o balanço do Bayern de Munique, mais caro time da história da Alemanha, que dá mostras a cada partida de que não dará chances a adversário nenhum. Mais surpreendente foi a nova goleada do time sobre o Werder Bremen. Na Copa da Liga, os bávaros haviam feito 4 a 1. Desta vez, 4 a 0. Na mesma rodada, outro clássico, outra goleada: Schalke 04 4 a 1 no Borussia Dortmund.

Um gol por jogo
Essa é a média que mantém o ataque do Hamburg, líder do campeonato ao lado do Bayern de Munique. Na primeira rodada, venceu o Hannover 96 por 1 a 0; na segunda, fez 1 a 0 no Bayer Leverkusen. Sem sobras, mas o suficiente para chegar a seis pontos.

Dois cartões amarelos
Para o meio-campista Marc-André Kruska, do Borussia Dortmund, impiedosamente goleado pelo rival Schalke 04 por 4 a 1 na Veltins-Arena. O jogador foi o primeiro a ser expulso de campo na temporada. Seu time, agora, amarga a lanterna do campeonato, sem nenhum ponto e com sete gols sofridos em dois jogos. Coisa feia.

Três gols
Na última temporada, o Nuremberg, dono da melhor defesa em toda Bundesliga, demorou seis rodadas para levar os três gols que já levou em dois jogos em 2006/07. No mínimo curioso, já que apenas o goleiro foi trocado no setor defensivo do Clube.

Quatro pontos
É o que soma Luca Toni, atacante do Bayern de Munique, de acordo com a revista kicker. No caso, a publicação dá um ponto para cada gol e um para cada assistência. Ao final da temporada, quem soma mais pontos é considerado o jogador mais importante do campeonato. Com dois gols e duas assistências em dois jogos, o italiano precisou de apenas dois jogos para mostrar que, sim, pode brilhar na Alemanha.

Seleção da rodada*
Adler (Bayer Leverkusen); Bordon (Schalke 04), Demichelis (Bayern de Munique) e Pander (Schalke 04); Altintop (Bayern de Munique), Ernst (Schalke 04), Marcelinho (Wolfsburg), Van der Vaart (Hamburg) e Ribéry (Bayern de Munique); Bechmann (Bochum) e Toni (Bayern de Munique)

Destaque da rodada*
Franck Ribéry marcou o primeiro gol do Bayern da goleada sobre o Werder Bremen. De pênalti (à la Djalminha), é verdade, mas foi o francês o motor do time no Weserstadion, puxando quase todos os contra-ataques dos bávaros. Foi ele, aliás, que iniciou o lance que originou o terceiro gol, dando um drible espetacular e tocando, de primeira.

Fichas completas da segunda rodada
Clique <a href=" http://www.trivela.com/index.asp?Fuseaction=Futebol_Mundial&id_secao=3&id_codigo=14281
” target=_blank>aqui
para conferir.

*ambos de acordo com a revista alemã “kicker”, parceira desta coluna

ECKBALL

– A média de gols na temporada está interessante. Em 18 jogos, foram marcados 55 gols. Média de 3,05 por partida. Já acima da média da temporada passada, que foi de 2,73 por jogo. Sim, ainda é cedo, mas chama a atenção. Sobretudo após uma rodada com tantos gols quanto a última.

– Ao que tudo indica, terminou a novela Van der Vaart entre o Hamburg e o Valencia. Pelo menos é o que diz sua esposa, em entrevista ao pouco confiável diário Bild. Segundo ela, o holandês desistiu de ir para a Espanha. Mas está frustrado com o fracasso do negócio, pois, segundo ele, havia um acordo com os dirigentes alemães para que o liberassem no caso de proposta de algum clube espanhol. De qualquer maneira, bom para o HSV.

– No mínimo imprudente a entrada do zagueiro Naldo em Miroslav Klose, logo no início da partida entre Bayern e Werder Bremen. O atacante ficará parado pelo menos 15 dias e perdeu o jogo da seleção alemã. O brasileiro? Levou apenas um cartão amarelo.

– Por falar em Bremen, no mínimo estranho o abandono de um treino por Carlos Alberto, que disse ter se sentido mal e foi parar num pronto-socorro. As informações oficiais deram contas de que nada passou de uma tontura, questão já resolvida. As más línguas, entretanto, especulam versões envolvendo doping e/ou abuso de bebidas alcoólicas. Que fique claro: são especulações da imprensa marrom alemã.

– Mais Bremen: a nova novela de renovação de contratos prestes a começar é a de Thomas Schaaf como clube. Apesar de todos os anos de dedicação ao clube, o técnico está em xeque com a diretoria. Sobretudo pelos mau desempenho do time na última temporada e, claro, pelo péssimo começo de temporada. Mesmo assim, ao que tudo indica, o Werder deve oferecer uma prorrogação de dois anos no vínculo entre ambas as partes.

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Equipe Trivela

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