Vindo do banco, Moukoko resolve o clássico para o Dortmund contra o Schalke
Jovem atacante entrou na vaga de Modeste e garantiu a vitória em um jogo duríssimo
A Bundesliga tem um novo líder, e ele veste amarelo e preto. Neste sábado (17), o Borussia Dortmund bateu o Schalke no dérbi do Vale do Ruhr e se firmou na ponta da tabela, com uma vitória por 1 a 0. Apesar da dificuldade em lidar com a defesa dos azuis-reais, os aurinegros levaram a melhor com gol do jovem Youssoufa Moukoko.
O jogo tinha um contexto todo favorável ao Dortmund, que embora ainda esteja devendo atuações mais convincentes em competições domésticas, vinha empolgado por uma boa partida contra o Manchester City, pela Liga dos Campeões. Nesse embalo, o clássico com o Schalke, que era esperado desde o retorno dos azuis à elite, tinha amplo favoritismo dos mandantes no Signal-Iduna Park.
Pelo lado do Schalke de Frank Kramer, o nível vinha sendo elogiável, sobretudo na postura competitiva do elenco. Os resultados ainda devem melhorar, mas o time demonstrou alguma evolução no desempenho. Isso ficou claro contra o Dortmund, que claramente foi o adversário mais complicado até o momento.
Mesmo com a torcida, o clima e as chances ao seu lado, o Dortmund não teve tanto brilho e acabou esbarrando em ótima atuação do goleiro Alexander Schwolow, que fez defesas importantes para evitar a abertura do placar ainda no primeiro tempo. A defesa do Schalke, por outro lado, esteve abaixo do que poderia entregar e sofreu demais para lidar com a velocidade no ataque aurinegro. Para a sorte de Kramer, a bola não chegava em Anthony Modeste.
Se quiser se apresentar como sério candidato ao título, o time de Edin Terzic precisa aproveitar as chances que tem quando encara adversários inferiores. Por isso o contexto diante do Schalke, apesar de se tratar de um clássico, foi de tamanha pressão. A bola não chegava no terço final de campo e o Dortmund não conseguia finalizar com tanta facilidade. Ao todo, foram cinco bolas no gol de Schwolow. E o zero só saiu do placar na faixa dos 34 minutos da etapa final.
Antes disso, Terzic ganhou uma dor de cabeça enorme: Marco Reus precisou sair antes do intervalo por contusão, ao torcer o tornozelo em uma dividida. O capitão aurinegro, que estava na lista de Hansi Flick para os próximos compromissos da Alemanha, deve ser cortado da lista e corre sério risco de não estar na Copa do Mundo. As lesões são uma constante na carreira de Reus, que inclusive perdeu o Mundial de 2014 às vésperas da estreia… por uma similar lesão no tornozelo.
Sem Reus, o Dortmund teve de insistir pelas pontas para gerar jogo, e naturalmente foi barrado pelos alas do Schalke. Modeste, que mal recebia a bola de seus armadores, saiu com pouco mais de 15 minutos da etapa final, para dar lugar ao jovem Moukoko, esperança para o futuro do clube. E ele desempenhou o que se esperava, no minuto 79, após jogada espetacular de Marius Wolf. O meia recebeu perto do bico da área, matou no peito e cruzou com precisão. Moukoko subiu mais que Maya Yoshida e testou firme para vencer Schwolow. A Muralha Amarela foi à loucura com o gol da sua promessa.
Depois de libertar o grito de gol que estava entalado, o Borussia quase ampliou em boa jogada de Giovanni Reyna, que tirou a zaga para dançar e bateu muito perto da trave. Mas foi só. Em clássicos, qualquer vitória magra serve para encher a barriga. Sobretudo quando os três pontos servem para que o seu time assuma a liderança do campeonato.
A temporada começa de forma bastante irregular e surpreendente, com o Dortmund na ponta, provisoriamente, e o Bayern apenas em quarto lugar. As boas campanhas de Union Berlin e Freiburg deram um ar de frescor a uma liga tão dominada pelos bávaros. Ao Schalke, o sinal de alerta já está aceso. É preciso pontuar mais se a missão do clube for a de permanecer na elite. Beirando a zona de descenso, os azuis-reais querem fugir logo do fantasma de mais uma queda.



