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Um tirambaço de De Ligt valeu a revanche do Bayern contra o Freiburg e a liderança mantida

O Bayern de Munique se reencontrou com o Freiburg após a eliminação na Copa da Alemanha e conquistou uma vitória apertada, mas fundamental para suas pretensões na Bundesliga

O Bayern de Munique não precisou de tanto tempo para viver sua revanche contra o Freiburg, após a eliminação na Copa da Alemanha. Não dá para recuperar a queda no torneio nacional, mas ainda assim os bávaros garantiram um triunfo essencial pela Bundesliga, na visita ao Estádio Europa Park neste sábado. Numa atuação melhor do time de Thomas Tuchel, as chances mais cristalinas foram do Bayern. E um chutaço dado por De Ligt, do meio da rua, assegurou o triunfo por 1 a 0 na Floresta Negra. A vantagem dos alvirrubros na dianteira do Campeonato Alemão se sustenta, antes que o clube volte a se concentrar na Champions League.

O Bayern ditou o ritmo da partida desde o princípio. O Freiburg recuava suas linhas e os adversários controlavam a posse de bola. O primeiro lance de perigo aconteceu aos nove minutos, mas o goleiro Mark Flekken salvou a cabeçada de Serge Gnabry. Apesar dos riscos, o time de Christian Streich trabalhava bem na defesa e ameaçou aos 16, num tiro de longe de Michael Gregoritsch que Yann Sommer defendeu no canto. Já a resposta do Bayern seria contundente, dois minutos depois. Thomas Müller acionou Sadio Mané, que tentou tirar do goleiro e errou o alvo por pouco.

Somente a partir dos 30 minutos é que o Bayern passou a encontrar mais espaços para finalizar com frequência mais alta. Flekken começou a trabalhar mais, mas sem grandes dificuldades. E outra notícia ruim para o Freiburg aconteceu aos 36, quando Manuel Gulde saiu lesionado. Mas, no momento em que o jogo parecia desfavorável, quase o clube da Floresta Negra conseguiu abrir o placar num contragolpe, aos 44. Gregoritsch avançou pela esquerda e rolou para o meio da área. Ritsu Doan conseguiu o desvio, mas acabou frustrado pela trave. Foi um baita temor aos bávaros, naquele que era justamente seu momento de maior superioridade.

O intervalo fez bem ao Bayern, que voltou mais animado e conseguiu abrir o placar logo aos seis minutos. Matthijs de Ligt arriscou o chute de muito longe e, com o caminho congestionado, encontrou as redes sem que Flekken pudesse reagir. Logo depois, uma nova tentativa dos bávaros gerou uma sequência de chutes e uma revisão de pênalti, mas a arbitragem optou por não anotar a infração. Já aos 12, Mané mergulhou num lindo peixinho e Flekken fez uma senhora defesa à queima-roupa. As chances se acumulavam, também com Leroy Sané, que fintou a marcação e partiu livre, mas exagerou na força quando tentou cavar por cima do goleiro.

O Bayern reduziu a marcha depois dos 15 minutos, quando o Freiburg cresceu a partir das mudanças. Roland Sallai saiu do banco e só não marcou aos 25 porque Yann Sommer realizou uma defesa monumental. O chute seco do húngaro ainda desviou no meio do caminho, mas o suíço operou um milagre ao rebater com o pé. Quando Sané poderia ter resolvido a parada, aos 32, de novo falhou na conclusão e mandou por cima. Estava sozinho. Ao menos, os bávaros evitaram problemas na reta final. Matthias Ginter cabeceou com perigo aos 43, mas não passou disso. Já nos acréscimos, Gnabry poderia ter feito o segundo. Parou em Flekken no mano a mano e também explodiu uma pancada na trave. Após o apito final, houve inclusive uma confusão, com uma discussão entre os jogadores após a comemoração efusiva de Joshua Kimmich.

O Bayern alcança os 58 pontos na Bundesliga, firme na primeira colocação. A vantagem sobre o Borussia Dortmund permanece de dois pontos, após a vitória dos aurinegros na rodada. Já o Freiburg soma 47 pontos, na quarta posição. Sua briga é mesmo para se garantir no G-4, o que seria um feito e tanto, com a vaga inédita na Champions.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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